CIPAVE: Foco na Prevenção à Violência e Promoção da Paz Escolar
Foto: Divulgação-Rádio Esmeralda.
A reestruturação e a trajetória histórica da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar (CIPAVE) foram os temas centrais do programa de Comando Geral da Rádio Esmeralda. O debate contou com a participação da Professora Irene Kramer Alves, assessora do Núcleo de Atenção e Cuidado Escolar da 23ª Coordenadoria Regional de Educação (23ª CRE), e da Professora Adriana de Oliveira Alves. Durante a entrevista, as educadoras traçaram uma linha do tempo desde a implementação do projeto, pelo governo do estado em 2012, até as profundas alterações estruturais e tecnológicas consolidadas na plataforma CIPAVE+ em 2023.
A função primordial da CIPAVE consiste em mapear, diagnosticar e prevenir ocorrências de violência, acidentes e bullying dentro do ecossistema educacional. Na prática, as comissões utilizam as ferramentas da Justiça Restaurativa e os “Círculos de Construção de Paz” para criar canais diretos de diálogo e resolução pacífica de atritos. A modernização adotada em 2023 integrou o monitoramento a sistemas de notificação intersetoriais, unindo forças com redes de apoio especializadas em saúde mental e assistência social para proteger os jovens de forma humanizada e rápida.
Durante a entrevista, a professora Irene Kramer Alves enfatizou o impacto social da iniciativa, afirmando que o trabalho contínuo realizado pelas equipes do núcleo é essencial e indispensável para resguardar a integridade dos alunos, mantendo permanentemente a escola como um lugar seguro, de paz e de pleno aprendizado.
A conversa evidenciou que o processo de ensino-aprendizagem enfrentou profundas transformações nos últimos anos. Com o avanço das dinâmicas digitais e a complexidade das relações sociais, as instituições de ensino tiveram que assumir papéis inéditos. A escola atual superou o limite da mera transmissão curricular; ela passou a ser um centro integrado de acolhimento emocional e social, oferecendo suporte integral a estudantes, pais, professores e funcionários. De acordo com as educadoras, este ecossistema acolhedor é crucial para o bem-estar coletivo e o único caminho viável para que os níveis de aprendizagem dos estudantes sejam satisfatórios.
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