Até 20% do FGTS pode ser liberado para pagar contas? Veja o que já se sabe
A lei hoje permite usar 10% do saldo da conta vinculada ao FGTS como uma garantia extra ao crédito consignado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Também é possível entregar a multa de 40% rescisória como garantia, o que equivale a 40% dos valores depositados no Fundo, em caso de demissão sem justa causa. Porém, para isso entrar efetivamente em vigor, é necessária uma regulação operacional. A ideia é que, caso o trabalhador seja demitido, o saldo e a multam possam ser usados para quitar o empréstimo. Isso pode reduzir os juros na medida em que há garantias do pagamento da dívida.
O plano da equipe econômica é elevar para 20% a permissão do uso do saldo, com objetivo de reduzir a taxa dos empréstimos. Em outra frente, a pasta deve autorizar uma nova rodada de saque extraordinário do saldo da conta do FGTS, condicionado ao pagamento da dívida do cartão de crédito. Ainda está em discussão incluir o cheque especial. A ideia é abater toda a dívida. Ou seja, o saldo disponível precisa ser suficiente para quitar o débito.
O benefício, porém, só será usado por trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Contudo, serão definidas travas para evitar forte saída das contas do FGTS, beneficiando cotistas com renda mais elevada e, portanto, com maiores saldos. Também está em discussão se os saques vão abranger contas inativas e ativas. A expectativa é que o volume total a ser retirado do Fundo fique na casa de R$ 7 bilhões.
Fonte: O Sul

