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Finados

É, chega um dia em que Finda o tudo terreno, para aqueles que crêem apenas e tão somente nas coisas relacionadas com o Plano Terra.
Claro que as opiniões divergem, mas os rituais, no fundo, no fundo são muito semelhantes no mundo inteiro.
Uns fazem um imenso altar, reúnem a familia e outros convidados, colocam flores, incenso, mirra, e depois incendeiam tudo para que o FINADO, possa ir em direção aos Céus em forma de uma nuvem de fumaça e também para que o mais rápidamente possível, desencarne.
Outros simplesmente enterram e comentam: Do pó vieste, ao pó retornarás… E outras palavras já copiadas de outras crenças. Enfim… Terra é Terra e volta para Terra.
Há quem ainda MUMIFIQUE seus mortos e os coloquem em mausoléus imensos, como faziam os egípcios.
Mas, e os MORTOS ou os FINADOS, como ficam???
Eu de vez em quando fico pensando como será este momento e por mais que a gente queira preparar a família, os amigos e as pessoas mais chegadas a nós, elas NUNCA CRÊEM que vamos morrer, afinal é besteira pensar nisto.
Engraçado, não é??
Se todos morrem porque nós não iremos morrer???
O que sustenta este sentimento de eternidade naqueles que nos são próximos?
Será que isto é um exemplo de Amor ou será que isto é apenas e tão somente um desejo de sermos sempre aquilo que os outros imaginam que somos?
Então vamos fazer o seguinte, imaginar o que os outros imaginam que nós somos.
Taí uma coisa muito difícil da gente saber, e será que vale a pena?
Levaremos isto conosco quando partirmos ou quando finarmos?
Boa esta, dá até um nó na nossa cabeça, ficarmos imaginando isto ou aquilo em relação a este momento sagrado, eterno e que irá acontecer com todos.
O que afinal nos espera???
Uns dizem que é Luz, Paz, Amor.
Mas se ninguém voltou para contar o que É, como podemos saber?
Quem já teve experiências de pré morte, pode até dar alguma explicação.
Mas no geral, está aí uma coisa que ninguém ou quase ninguém pode afirmar.

Além da morte

Cumprida mais uma jornada na terra, seguem os espíritos para a pátria espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências físicas.
Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demônios. São homens, almas em aprendizagem despojadas da carne.
São os mesmos homens que eram antes da morte. A desencarnação não lhes modifica hábitos, nem costumes. Não lhes outorga títulos, nem conquistas. Não lhes retira méritos, nem realizações. Cada um se apresenta após a morte como sempre viveu.
Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande porto.
Raros são aqueles que despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia.
A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria, demora-se, infeliz, ignorando a nova realidade.
Muitos agem como turistas confusos em visita à grande cidade, buscando incessantemente
endereços que não conseguem localizar. Sentem a alma visitada por aflições e remorsos,
receios e ansiedades.
Se refletissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes modificações.
Os escravos do prazer prosseguem inquietos. Os servos do ódio demoram-se em aflição.
Os companheiros da ilusão permanecem enganados. Os aficionados da mentira
dementam-se sob imagens desordenadas.
Os amigos da ignorância continuam perturbados. Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio dispensado pelos espíritos superiores. Sim, porque mesmo os seres mais infelizes e voltados ao mal não são esquecidos ou abandonados pelo auxílio divino.
Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos, refletindo a
paternal providência divina. Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou o expurgar sem remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver.
A morte a todos aguarda.
Preparar-se para tal acontecimento é tarefa inadiável. Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade. A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução. A matéria em que nos encontramos imersos, por ora, é abençoado campo de luta e de aprimoramento pessoal.
Cada dia de que dispomos na carne é nova chance de recomeço. Tal benefício deve ser aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores que resistem à própria morte.
Na contabilidade divina a soma de ações nobres anula a coletânea equivalente de atos indignos. Todo amor dedicado ao próximo, em serviço educativo à humanidade, é degrau de ascensão.
Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos vivendo, em outro plano e em condições diversas.
Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades que nos
movimentavam antes do transe da morte.
A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos preparado para ela. Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã.

Pense nisso.
Créditos: Divaldo Pereira Franco da mensagem Além da Morte

 

Fonte: Divaldo Franco

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