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A VIDA É UMA NOVELA

 

Quando assistimos uma novela de televisão, por exemplo, (sou do tempo das novelas no rádio), ou lemos uma história em um livro, acompanhamos uma sequência de fatos envolvendo os personagens, que na continuidade dos capítulos, se envolvem em situações diversas, com reações igualmente diferentes.

Ao escrever uma história, tem o escritor, objetivos definidos para cada personagem, com final individual e coletivo, ou seja, cada ator e o grupo todo de atores que desencadearam ao longo dos capítulos assumem o destino e a situação que optaram por escolher.

Não será o Criador, o mais excelente escritor de histórias que nos envolvem a todos? Qual a razão de papeis tão diferentes para nós, os personagens da vida?

O grande enigma, se assim podemos dizer, se resume de que nas novelas, os atores cumprem exatamente o roteiro determinado, enquanto que na novela de nossa vida, temos opções de atuação, com o que se chama LIVRE ARBÍTRIO.

Essa “interpretação” de “nossa” vida possibilita que desempenhemos o papel com liberdade para, mediante certos limites, alterar o roteiro pré-definido pelo Criador. Assim, vitórias ou fracassos, esses mais comuns, devem ser atribuídos a nós mesmos, os personagens da história, em função de alterações pessoais na atuação.

Ao longo dos capítulos (vida), com o desenrolar da história, os personagens mudam de vestuário (corpo), alterando igualmente certas atitudes e procedimentos, sempre na busca de melhoramento em sua situação.

Ao final da história, no último capítulo a tendência é que todos os atores confraternizem pela jornada feliz. Cumprida a tarefa, conclui-se um ciclo, buscando cada um e todos, novas atividades possibilitando a evolução e crescimento pessoal. É sabido que não são oferecidos papéis de destaque a “atores” iniciantes. Para atuações (missões) mais complexas, são necessários requisitos proporcionais à perspectiva de alcance do sucesso. Podemos no caso, mencionar atuações como as de Gandhi, Chico Xavier, Madre Teresa, e muitos outros “atores”, que assumiram e exerceram com perfeição, papéis de primeira grandeza.

Por oportuno, se faz necessário questionar como estamos “interpretando” o papel que nos cabe no atual capítulo da história individual e coletiva. Seguimos o roteiro definido previamente ou livremente estamos alterando o programado, ocasionando o insucesso do “espetáculo da vida”?

 

Danilo Schilling

Jornal “A FOLHADO LITORAL” Ed 661 – 08.10.2020

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