Gestão e Política: Pingo Rezende destaca repasse de sobras do Legislativo a entidades de Vacaria
Foto: Arquivo/R.E.
Em entrevista concedida ao programa Comando Geral, da Rádio Esmeralda, o presidente da Câmara de Vereadores de Vacaria, Pingo Rezende (PP), detalhou o modelo de gestão dos recursos da Casa e analisou o conturbado cenário político estadual às vésperas das eleições de outubro. O ponto central da fala de Rezende foi a destinação das sobras orçamentárias do Legislativo. Atualmente, a Câmara recebe 2,8% do orçamento municipal — o que representa cerca de R$ 7 milhões. Após o custeio da manutenção da estrutura parlamentar, os valores excedentes, que historicamente retornavam ao Executivo, agora são direcionados a entidades locais.
O presidente enfatizou que o trabalho é realizado de forma apartidária. “O gabinete da presidência está de portas abertas para receber as demandas de qualquer entidade, garantindo que o recurso chegue na ponta para quem presta serviços essenciais à população”, afirmou.
Cenário Eleitoral e Críticas ao “Projeto Familiar”
Ao migrar para o campo político, Rezende comentou as articulações para o governo gaúcho. Membro do Progressistas (PP), que oficializou aliança com o PL, o vereador não poupou críticas ao que chamou de “projeto familiar de poder”, referindo-se a dinâmicas de influências hereditárias ou personalistas na política estadual.
A situação do parlamentar é marcada por uma encruzilhada de lealdades. Aliado histórico de Ernani Polo, que deixou o PP rumo ao PSD para compor como vice na chapa de Gabriel Souza (MDB), Rezende vive a pressão de escolher entre a diretriz partidária e seus laços políticos pessoais. Questionado diretamente sobre seu voto para o Palácio Piratini, o presidente manteve o mistério e não revelou seu candidato, evidenciando a fragmentação da base direitista no Rio Grande do Sul.
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