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Dia Mundial da Obesidade: Nutricionista alerta para a necessidade urgente de conscientização coletiva

 Dia Mundial da Obesidade: Nutricionista alerta para a necessidade urgente de conscientização coletiva

Foto: Radio Esmeralda – Divulgação.

Neste 4 de março, o Dia Mundial da Obesidade coloca em pauta um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. Em entrevista à Rádio Esmeralda, a nutricionista  Mauren Minuzzo reforçou que a data vai muito além da balança: trata-se de um chamado para a conscientização social sobre uma doença crônica que já atinge mais de 60% da população brasileira.

 Ela disse que o principal obstáculo para o controle da obesidade é a falta de compreensão da sociedade. Frequentemente reduzida a uma questão de “escolha pessoal” ou estética, a obesidade é, na verdade, uma patologia complexa e multifatorial.

“A conscientização é o primeiro passo para o tratamento. Precisamos entender que a obesidade não é um desleixo, mas uma condição que envolve genética, metabolismo e o ambiente em que vivemos”, pontuou. O foco é combater o estigma, que muitas vezes impede o paciente de buscar ajuda médica por medo de julgamentos.

Um Problema de Saúde Pública

Os números apresentados pelas recentes pesquisas do Ministério da Saude são alarmantes e justificam a necessidade de intervenção imediata: a prevalência da obesidade no Brasil cresceu mais de 70% nos últimos 15 anos. Em Vacaria, mais de 40% da população é considerada obesa.

A condição é a porta de entrada para outras doenças graves, como diabetes tipo 2, hipertensão e diversos tipos de câncer. Além do sofrimento individual, o impacto financeiro no sistema público de saúde (SUS) é bilionário, sobrecarregando a rede de atendimento com complicações que poderiam ser prevenidas.

O Papel da Sociedade

Durante a entrevista Mauren deixou claro que a solução não depende apenas do indivíduo, mas de uma mudança estrutural. Ao encerrar, a nutricionista lembrou que o Dia Mundial da Obesidade é um convite para que as pessoas olhem para a saúde com mais empatia e ciência, promovendo um estilo de vida que priorize o bem-estar duradouro em vez de soluções milagrosas e temporárias.

Ouça a entrevista

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