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Para esta quinta-feira, a tocha vem de William Shakespeare, em Hamlet:
“Sabemos o que somos, mas não sabemos o que podemos ser.”
Existe uma diferença profunda entre conhecer nossa história e acreditar que ela determina nosso destino.
Somos, em parte, aquilo que vivemos, mas também somos aquilo que ainda podemos aprender, corrigir e construir.
Há capacidades que permanecem adormecidas simplesmente porque nunca foram colocadas à prova, e há caminhos que somente aparecem quando encontramos coragem para deixar o território conhecido.
E deixo também uma reflexão pessoal:
Hoje reconhecemos nossa história com respeito, mas não permitimos que ela se transforme em uma sentença.
Que tenhamos coragem para desenvolver talentos que ainda não conhecemos plenamente, humildade para aprender aquilo que nos falta e perseverança para ultrapassar limites que talvez tenhamos aceitado por tempo demais.
O que somos hoje merece ser honrado, mas não precisa ser o ponto final da nossa caminhada.
Marco Aurélio escreveu que
“a alma se torna tingida pela cor de seus pensamentos”.
A ideia não aponta para um pensamento mágico, mas para algo mais exigente: aquilo que cultivamos interiormente influencia a maneira como interpretamos as circunstâncias e respondemos a elas.
Desenvolver nossas possibilidades exige, portanto, disciplina sobre a mente, disposição para aprender e coragem para agir quando ainda não temos garantias.
Como está escrito no livro de Mishlei:
“O caminho do justo é como a luz da aurora, que cresce cada vez mais até ser dia perfeito.”
(Provérbios 4:18).
Que esta quinta-feira mantenha nossa tocha acesa, iluminando não apenas aquilo que já somos, mas também aquilo que ainda podemos nos tornar. Que o Altíssimo nos conceda discernimento para reconhecer nossos dons, coragem para colocá-los a serviço do bem e perseverança para continuar crescendo, mesmo quando o próximo horizonte ainda não estiver completamente visível.


