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Escolhas de uma vida…

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz:
“Nós somos a soma das nossas decisões.”
Essa frase acomodou-se na minha massa
cinzenta e de lá nunca mais saiu.
Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção
vamos tecendo essa teia que se convencionou
chamar “minha vida”.
Não é tarefa fácil…
No momento em que se escolhe ser médico, se esta abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura…
No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é preciso escolher entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou manter um relacionamento com direito a casa própria, orçamento domésticos e responsabilidades…
As duas opões têm seus prós e contras:
Viver sem laços …
e viver com laços.
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista?
Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses:
ser casados de segunda à sexta e solteiros nos finais de semana,.
Ter filhos quando se esta bem disposto e não tê-los quando se esta cansado.
Por isso é tão importante o auto conhecimento…
Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.
Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas tem que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira,
mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar
com as consequências destas ações.
Lembre-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado, portanto…
A escolha é sua…!
Arrisque…!
Vale a pena…!

 

Fonte: Pedro Bial

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