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Vieira da Cunha admite racionalização de despesas para manter magistério em dia

 Vieira da Cunha admite racionalização de despesas para manter magistério em dia
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O secretário estadual da Educação, Vieira da Cunha, declarou nesta quarta-feira estar fazendo o que pode para promover economia nos cofres públicos. Ele afirma que isso é necessário para evitar que o magistério, por exemplo, sofra com atrasos salariais ou com a falta do pagamento do completivo do piso em determinado período.

Recentemente, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, alertou que atrasos na folha do funcionalismo podem ocorrer ao longo da gestão. Ainda assim, Vieira evita polêmica. “Eu sei que o governador determinou contenções em todas as pastas. Nós também vamos ter que fazer racionalizações, para não se chegar a esse ponto, se vai ou não haver atrasos, isso cabe à Fazenda. O que posso garantir é que faremos nossa parte para evitar essa situação”, ressaltou.

Ainda assim, 2.482 promoções dadas ao magistério e concedidas no fim da gestão Tarso Genro não foram depositadas na folha paga à categoria neste mês. Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação informou que a gestão anterior assinou promoções atrasadas em 30 de dezembro de 2014. Do total, 1.094 referentes ao ano de 2012 e 1.388 a 2013. A justificativa é de que o benefício não foi concedido devido à troca de comando da Pasta, e que não há relação com o decreto de contenção de despesas do governador José Ivo Sartori. A garantia é de que os valores serão pagos, de forma retroativa, na folha de fevereiro.

Sobre o piso, dos 150 mil professores, 29 mil recebem o completivo por receberem menos que o piso nacional. O valor reajustado, de R$ 1.917.78 para 40 horas, gera um impacto financeiro anual de R$ 43 milhões no Rio Grande do Sul. O completivo, porém, não garante as vantagens e benefícios de carreira, que não incidem sobre o valor extra, mas apenas sobre o vencimento básico, que é 34,3% menor, de R$ 1.260,20, para um contrato de 40 horas.

Vieira da Cunha ainda enfatizou que há muito tempo o Estado não tinha um diálogo tão positivo com o Cpers, sindicato que representa o magistério, considerada a maior categoria do Estado. “Eu quero saudar um ambiente de diálogo e construtivo que existe hoje. Nem sempre foi essa a realidade. Reconhecemos que estamos em dívida e é nossa obrigação admitir esse fato, além de encontrar caminhos para que pelo menos o completivo seja pago em dia”, enfatizou.

 

Crédito: Correio do Povo

 

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