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Vereadores votam a favor que nome da Casa da Cidadania chame-se Luiz Gonçalves da Silva

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Na tarde desta terça-feira, dia 20, no plenário Casemiro Ângelo Arpini da Câmara Municipal de Vereadores de Vacaria, foi realizada a segunda sessão ordinária onde diversos assuntos foram discutidos dentre eles sobre a situação da saúde, planejamento da cidade e demais projetos.

Um projeto em especial apresentado na tarde de hoje, foi o projeto de Lei Legislativo nº 12/2013 que denomina a Casa da Cidadania do Bairro Municipal em Casa da Cidadania Luiz Gonçalves da Silva “Sorriso”, projeto este de autoria do vereador do PP, Osnir José Domingues, o mesmo foi aprovado por unanimidade.

O referido projeto será enviado pela Câmara de Vereadores para o Poder Executivo onde o Prefeito Municipal Elói Poltronieri deverá sancionar nos próximos dias.

HISTÓRICO DE LUIZ GONÇALVES DA SILVA (SORRISO)

Natural do 8º Distrito de Vacaria na época conhecido por Pinheiro Grosso e hoje Monte Alegre dos Campos, o Sr. Luiz Gonçalves da Silva, também conhecido por “Sorriso” nasceu no dia 15 de julho de 1937, era o primeiro filho homem de um total de 8 do casal Pedro Gonçalves de Oliveira e de Francelina Demetrio da Silva, também conhecida por “dona França”.

Ainda adolescente perdeu o pai e veio com sua mãe e irmãos morar em Vacaria.
Foi corneteiro quando serviu o 3º Batalhão Rodoviário onde hoje se encontra as instalações do 10º BPM.

Quando deu baixa do quartel, Luiz Gonçalves da Silva foi trabalhar com a mãe em uma torrefação de café no centro da cidade onde hoje é a Nan’s Lanches e posteriormente numa fábrica de bala.

Depois disso, como sempre gostou de música tradicionalista, Luiz Gonçalves da Silva, ou Sorriso, era um exímio acordeonista e baterista arte essa que aprendeu sozinho e, juntamente com seus irmãos mais novos, Pedro Gonçalves da Silva (acordeom), Ulysses Gonçalves da Silva (age) e Neli Gonçalves da Silva (violão), todos já falecidos, formou o grupo musical “Quarteto Guarani”, também conhecido por “Irmãos Gaivotas” quando apresentavam-se em programas de auditório onde hoje é o IMEC Supermercados e também no salão da Igreja de Fátima e que na época era apresentado pelo Lagoa das Tradições. Além disso animavam bailes em diversas cidades do RS, SC e PR, quando ainda não existiam os chamados aparelhos eletrônicos.

Mais tarde com a morte repentina do irmão Neli que era o mais jovem da família, o grupo passou a chamar-se “Trio Guarani”.

Anos mais tarde, junto com seus irmãos e mais o amigo e compadre Vercidino Nery, também conhecido por “Briga” da guitarra, formaram o conjunto Guarani, cujo grupo também teve a participação de um outro integrante chamado Neri, que também era acordeonista.

Luiz Gonçalves da Silva ensinou outras pessoas a usar um acordeom entre eles o seu irmão Pedro (que participou dos conjuntos Os Versáteis, os Filhos de Vacaria, Os Taítas e Chapéu Tapiado) e o filho de seus compadres chamado Gilmar Ritter que integrou o conjunto Fogo de Chão.

Com o término do grupo musical, Luiz Gonçalves da Silva passou a trabalhar como vidraceiro sendo um dos pioneiros nessa arte em Vacaria. Entre os lugares que trabalhou está à Casa Inca, Nereu Fernandes Vargas, Oliveira Materiais de Construção e Bortolon Materiais de Construção.

Por 52 anos, Luiz Gonçalves da Silva, também conhecido por “Sorriso”, Gaivota ou Neno, foi casado com dona Clélia de Lima Gonçalves que é natural de Capão Grande que na época era o 2º Distrito de Vacaria, hoje município de Muitos Capões. Com ela o seu Luiz teve oito filhos sendo cinco homens e três mulheres.

O mais velho, Adelar Gonçalves é funcionário da Rádio Esmeralda, depois vem Luiz Giovane (vidraceiro e trabalha na Vidraçaria Transparente) e que mora com a mãe a dona Clélia até hoje, Neli de Fátima, dona de casa que mora na Praia do Cassino em Rio Grande, Sidney Antônio que mora em Alvorada na grande POA onde trabalha como padeiro, Maria Giovana, dona de casa, Juliano Antônio, funcionário da empresa Hercosul, Rodrigo Gonçalves funcionário da RGE e a caçula Sayonara, que também é dona de casa.

Adelar também foi vidraceiro e tem o apelido de “Sorriso” ou “Maestro Sorriso”, apelidos esses dados por Mário Lames e Betão Carneiro em homenagem ao seu Luiz.

A ex-funcionária pública (guarda municipal), Lucilene Nunes Gonçalves, que atualmente mora em Bom Jesus, filha mais velha de Adelar Gonçalves, também herdou do avô a profissão de vidraceiro, sendo ela uma das pioneiras nessa arte em Vacaria.

A família com o maior número de vidraceiros na história de Vacaria e região até hoje (14 no total) é a do seu Luiz, pois além dele, seus filhos Adelar e Giovane e a neta Lucilene, também são vidraceiros seu irmão Pedro Gonçalves da Silva (falecido) e seus sobrinhos João Gonçalves da Silva (falecido), Nereu Gonçalves da Silva, José Claudio Gonçalves da Silva, Oneide Gonçalves da Silva, Márcio Gonçalves da Silva, Marcelo Gonçalves da Silva, Rafael Gonçalves da Silva, Tiago Gonçalves da Silva e Juliana Gonçalves.

Entre outras ocupações, seu Luiz também durante um bom tempo trabalhou no extinto Friva – Frigorífico Vacariense.

Em meados do ano de 1974, Luiz Gonçalves da Silva e sua família foram morar no Bairro Municipal, na época chamada de “Vila Nova”.

A sua residência não estava bem pronta quando isso aconteceu, por isso mesmo ele e dona Clélia e os filhos mais velhos se ajudavam no término da casa, já que seu Luiz tinha seu emprego de vidraceiro e ainda animava bailes com outras pessoas como “Gaúcho da Serração” e o “Flecha dos Pampas”.

Muitos desses bailes contaram com a participação de Florentino Rezende e de José Mendes, que na época estava começando a sua carreira musical.

Quando mudou-se para a Vila Nova, ou Bairro Municipal, o lugar tinha somente 10 casas construídas, sendo o seu Luiz um dos primeiros moradores do lugar que tinha somente campo ao redor e nenhuma residência possuía energia elétrica.

Durante todos esses anos em que morou no Bairro Municipal, Luiz Gonçalves da Silva fez centenas de amigos, que não o conheciam pelo nome de batismo e sim pelo seu apelido “Sorriso, o vidraceiro”.

O sorriso do seu Luiz Gonçalves da Silva apagou quando ele faleceu no dia 1º de julho de 2012, ás 22 horas, faltando 14 dias para ele completar 75 anos de idade.

Causa da morte: Insuficiência respiratória aguda, doença obstrutiva crônica e carcinoma de laringe.

 

Crédito: Adelar Gonçalves e Marcos Colla Duarte/Dep. Jornalismo. Fotos: Vereador Leandro

 

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