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Ver TV é hábito que causa mais problemas para crianças

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Hábito crônico de grande parte dos brasileiros, assistir televisão é a atividade sedentária que pode causar mais problemas no coração em futuros adultos. A conclusão faz parte de um estudo feito com crianças americanas e espanholas, que diz que a máquina de entretenimento ainda é uma vilã mais poderosa que video-games e a própria internet.

Para chegar ao resultado – publicado em arquivos de medicina pediátrica e adolescente e divulgado pela revista Time – pesquisadores usaram como parâmetro a pressão sanguínea das crianças, praticando atividades que requerem pouco movimento.

“O comportamento sedentário, especificamente o ato de ver televisão, é relacionado a pressão sanguínea, independentemente do nível de gordura ou peso da pessoa”, explica o doutor Joey Eisenmann, um dos autores do estudo e professor da Universidade de Michigan.

Sabendo disso, as duas variáveis da pesquisa foram o tempo assistindo TV, informação passada pelos pais das crianças, e a medição da pressão do sangue.

Durante uma semana, 111 crianças foram monitoradas realizando atividades do gênero, como ver TV, usar o computador, jogar vídeo-game, ler ou qualquer outra ação sem muito movimento.

O resultado: crianças que assistiam entre 90 e 330 minutos de televisão por dia apresentaram níveis até sete vezes maiores de pressão do sangue do que as crianças que ficavam em frente ao aparelho por menos de meia hora. No geral, cinco horas do dia foram usadas em atividades sedentárias, dentre elas 1.5 hora para televisão, computador e vídeo-game.

Hábito passivo
A Academia Americana de Pediatria recomenda que crianças menores de dois anos não assistam TV e que as um pouco mais velhas não passem de duas horas. De acordo com a pesquisa, no entanto, o diferencial é exatamente a passividade do ato de ver televisão.

O estudo afirma que atividades como usar o computador exigem alguma ação ou movimento. Outra explicação dada pelos pesquisadores é que o ato de ver televisão pode estar associado a ingestão de alimentos, especialmente os muito calóricos.

“Um pacote de biscoito pode desaparecer muito mais rápido enquanto assistimos TV do que em qualquer outra ocasião”, lembrou à Times David Ludwig, diretor do programa Otimize Seu Peso, do Hospital de Boston.

Outra consequência – que não é exclusividade da TV – é o estímulo feito na mente das crianças perto do horário de dormir. O estudo aponta uma perturbação do sono e agitação que não deixa o corpo descansar. “É um estado hipinótico”, resume Ludwig.

A pesquisa traz também como vilões as propagandas comerciais, que na maioria das vezes estimula o consumo de comidas nada saudáveis. Levantamentos anteriores abordados pela Time lembram ainda que 20% das crianças com o perfil estudado desenvolveram hipertensão, frequentemente por ganho de peso.

Os especialistas concluem afirmando que as consequências do hábito de ver TV, em última análise, ocasionam danos que podem levar a doenças do coração na vida adulta. “Não há necessidade biológica de assistir TV na infância”, sentencia o médico David Ludwig.

Lembrando que no Brasil, a participação da televisão nos lares do país subiu de 74%, em 1992, para 94,8%, em 2007, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007 (Pnad 2007), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado.

 

Crédito: Terra

 

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