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Um ano após ouro olímpico, Brasil conquista 8º Grand Prix

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O dia 23 de agosto tem sentido especial para a Seleção Brasileira feminina de vôlei. Neste domingo, exatamente um ano depois de levar o ouro olímpico em Pequim, o time comandado por José Roberto Guimarães conquistou o octacampeonato do Grand Prix. Os outros títulos vieram em 1994, 1996, 1998, 2004, 2005, 2006 e 2008.

No jogo final, as brasileiras derrotaram o Japão por 3 sets a 1 (25/21, 25/27, 25/19 e 25/19), na casa das adversárias, e encerraram a participação no torneio de forma invicta, com 14 triunfos.

A única seleção que poderia desbancar o Brasil era a Rússia, que nesta madrugada derrotou a Holanda e chegou a quatro vitórias na fase final. Porém, com a vitória sobre as japonesas, as brasileiras chegaram à quinta.

Os resultados, aliás, demonstraram a importância da virada em cima das russas logo na primeira partida da fase final. Na ocasião, o combinado nacional salvou dois match points no tie-break, reação que acabou por tirar o título da Rússia, que teve que se conformar com o vice.

Desde 2004, o Brasil perdeu somente a edição de 2007 do Grand Prix, quando ficou com o quinto lugar. Este é o quarto título da Seleção neste ano, que já havia vencido o Montreux Volley Masters, a Copa Pan-americana e o Torneio classificatório para o Mundial, mostrando a força do início do trabalho visando Londres 2012, agora sem as experientes Fofão e Walewska.

Zé Roberto ainda não pôde contar com duas importantes jogadoras: machucada, Paula Pequeno não vestiu a camisa amarela nesta temporada, assim como Jaqueline, dispensada para cuidar da vida pessoal. Melhor para Natália, de 20 anos, que provou no Grand Prix também merecer uma vaga na seleção.

Aniversariante do dia, Mari alternou momentos muito bons com outros ruins, especialmente na recepção, e foi substituída por Natália no terceiro set. A caçula da seleção já havia saído de quadra na primeira etapa para dar lugar a Sassá, maior pontuadora da partida com 19 acertos.

O jogo – Apesar da boa atuação de Sassá no jogo contra a Holanda, Zé Roberto optou por manter Natália no time titular. Ele, porém, se viu obrigado a colocar a ponteira mineira na partida ainda no primeiro set, dado o péssimo rendimento do Brasil na recepção.

Cientes das dificuldades de Mari e Natália no passe, as japonesas começaram sacando nas duas e tiveram sucesso nesta tática e logo tinham 12 a 08 no placar. Desestabilizadas, as brasileiras não conseguiam fazer jogadas de ataque em primeiro tempo e tiveram que contar com o bloqueio para não deixar a desvantagem ser ainda maior.

A levantadora Dani Lins também não estava bem e, após mandar uma bola que Thaísa não alcançou, viu Zé Roberto parar o jogo. Na volta, Dani repetiu a jogada com a central, que cravou a bola na quadra adversária: 13 a 17. Ana Tiemi e Joycinha entraram em quadra, em uma antecipação da inversão 5-1, normalmente usada no final das parciais.

Com as reservas em quadra, o empate chegou pouco depois, em um bloqueio de Mari, que fez três pontos neste fundamento no primeiro set. Mari, em um ataque desviado pelo bloqueio, deu a virada ao time verde-amarelo: 21 a 20. O ponto final veio em um bloqueio de Fabiana sobre Megumi Kunihara: 25 a 21.

O segundo set começou com o Brasil errando muito, o que permitiu ao Japão abrir 6 a 3. Porém, diante do baixo bloqueio rival, Sassá passou a brilhar no ataque e, com três pontos no fundamento, empatou a parcial em oito pontos. Nervosas, as japonesas começaram a errar demais e as campeãs olímpicas chegaram ao 11 a 8.

Valente, entretanto, o Japão não se entregou e foi buscar a virada, obtida na reta final do set. E, depois de três oportunidades de fechar a etapa, elas finalmente conseguiram os dois pontos de diferença necessários: 27 a 25.

O terceiro set começou com o Brasil jogando muito mal, o que permitiu ao Japão escapar no placar. Pouco a pouco, entretanto, a diferença foi caindo e as brasileiras igularam em 12 a 12 quando Sheilla pegou Saori Kimura no bloqueio.

A vantagem logo aumentou para 17 a 14, mas como o Brasil ainda apresentava muitas dificuldades na recepção, Zé Roberto substituiu Mari por Natália. O time então deslanchou de vez e, após um set point não convertido, fechou em 25 a 19 com Maiko Kano jogando a bola para fora.

Sem querer dar chance para a zebra, o time verde-amarelo começou o terceiro set com tudo. Apesar de esboçar uma reação, o Japão não fez o suficiente para vencer mais um set, encerrado com uma bola cravada por Sassá.

 

Crédito: Terra

 

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