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Técnicos começam limpeza de óleo em Tramandaí

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Técnicos da Transpetro e servidores do Ibama montaram uma grande estrutura para restringir o avanço e limpar o vazamento de óleo que atingiu a beira da praia de Tramandaí, no Litoral Norte. Na noite desta quinta-feira, pelo menos 150 homens trabalhavam na remoção de material acumulado na costa, com foco especial para o Rio Tramandaí, também atingido pelo desastre ambiental. O gerente dos Terminais Aquaviários do Sul, engenheiro responsável pela monoboia, apresentou-se na delegacia de Tramandaí com seu advogado. Após prestar esclarecimentos, ele foi liberado. Conforme o delegado Peterson da Silva Benitez, um inquérito será instaurado para investigar a tragédia ambiental. A pena para esse tipo de crime é de um a quatro anos de prisão.

O óleo vazado de uma monoboia da Transpetro chegou à beira da praia durante a tarde. A preocupação com o rio ocorre, de acordo com técnicos do Ibama, para evitar mortandade de peixes, cuja fauna depende muito do desenvolvimento no estuário.

Junto com o Ibama, funcionários da Transpetro e das empresas terceirizadas utilizam pás para cavar os pontos de areia atingido que são colocados em sacos plásticos reforçados. Retrosecavadeiras e guinchos carregam estes envólucros até caminhos e caminhonetes para descarte apropriado.

Da Petrobras, responsável pela Transpetro, não são feitos pronunciamentos oficiais, apenas foi informado que a estrutura montada irá trabalhar pelo menos até a manhã desta sexta-feira. No mar foram colocadas boias de contenção, assim como ao longo do rio, na tentativa de que não ocorra um agravamento da situação.

O prefeito de Tramandaí, Anderson Hoffmeister relatou que firmou um compromisso com a Transpetro para garantir balneabilidade da praia para o final de semana. “Já foi limpa grande parte da praia, da guarita 150 à 140, com equipes da Transpetro, cooperação do Exército e Ibama”, explicou. “É uma determinação nossa e da Transpetro que tornemos as condições de balneabilidade viáveis o mais rápido possível, pois chegamos a uma sexta com fluxo muito grande à capital das praias. A ideia é ter o principal ponto de banho disponível ainda durante a manhã de sexta”, projetou.

Conforme o Ibama, uma análise do tamanho e repercussão ambiental da mancha só será possível a partir de amanhã. A multa será proporcional ao tamanho do vazamento.

Técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), da Petrobras, do Comando Ambiental e do Corpo de Bombeiros monitoram a mancha de petróleo, que chegou por volta das 18h15min à orla. Em alto-mar, o óleo se estendia por 3,5 quilômetros quadrados mas, ao chegar à areia, se estendeu por cerca de 5 quilômetros, desde a Arena do Bolamar até a Barra. O total de cobertura chega a cem campos de futebol.

A Brigada Militar orienta os veranistas a não se aproximarem da praia porque o contato do petróleo cru misturado a hidrocarbonetos pode causar danos à pele. A Petrobras levou cerca de cem homens ao local para trabalhar na contenção, mas ainda não definiu qual método será utilizado. Veranistas que se aproximam para ver a movimentação são avisados pelos salva-vidas a não pisarem na areia.

Um avião da Petrobras despejou um produto químico que endurece o produto para facilitar a retenção. O incidente aconteceu durante uma operação de descarregamento em uma monoboia da Transpetro a cinco quilômetros da orla

 

Crédito: Rádio Guaíba

 

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