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Sobe para 9,6 mil número de pessoas fora de casa devido à chuva no RS

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As chuvas que atormentaram o Rio Grande do Sul durante toda a semana passada continuam a causar muito estrago. Entre ontem e hoje voltou a subir o número de flagelados pelas enchentes. Eram 8.274 ao entardecer de terça-feira, nas contas da Defesa Civil estadual. Ao amanhecer desta quarta-feira já são 9.674 gaúchos que saíram de casa em decorrência das cheias.

Dos flagelados, 6.580 são desalojados (que estão em casas de familiares, mas cujas residências podem ser recuperadas). Os outros 3.094 são desabrigados (que tiveram a residência parcial ou totalmente destruída).

O crescimento no número de flagelados, mesmo sem presença de chuva, ocorre principalmente porque o nível do Rio Uruguai continuou a subir nos últimos dias. Isso aconteceu ainda como reflexo das chuvas que atingiram violentamente o Estado até o último fim de semana. Com o acúmulo de precipitação nas nascentes do rio, no Norte, as águas se avolumaram e vieram descendo pela Fronteira Oeste, a região mais atingida agora.

O município com mais flagelados é São Borja, onde 2,9 mil pessoas foram expulsas pelas águas do Uruguai — 2,5 mil desalojadas e 400 desabrigadas. Basta um sobrevoo para constatar o nível de destruição na região. São centenas de casas de pequeno, médio e grande porte das quais só se pode ver o telhado. O Passo, onde se concentram restaurantes que servem pescado típico da região, está totalmente submerso, o que motivou terça-feira uma visita do governador Tarso Genro para avaliar os prejuízos. Ele é natural de São Borja.

O rio está 17,23 metros acima do nível em São Borja, maior marca desde 1983, quando atingiu 19 metros. As águas atingiram o prédio da Receita Federal e a fiscalização de tributos está parcialmente interrompida, justo numa região marcada por contrabando.

A perspectiva é que a subida das águas só cesse na quinta-feira, quando há previsão de mais chuva no Estado. As precipitações, no entanto, não devem atingir os volumes colossais registrados na semana passada, acreditam os meteorologistas.

 

Crédito: ClicRBS

 

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