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Sinéad O’Connor se diz ‘chefe’ e exalta poder feminino em novo disco

 Sinéad O’Connor se diz ‘chefe’ e exalta poder feminino em novo disco
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Depois de ter sido diagnosticada com um transtorno bipolar e ter deixado temporariamente os palcos há dois anos, a polêmica cantora irlandesa Sinead O’ Connor volta à tona com um novo álbum e com vontade de demonstrar quem é a “chefe”.

Intitulado “I’m not bossy, I’m the boss” (Não sou mandona, sou a chefe), o 10º trabalho de estúdio de O’Connor chega às lojas nesta segunda-feira (11) em meio às celebrações de seus 30 anos de carreira.

Com três décadas de rebeldia e inconformismo no currículo, a cantora irlandesa, que estampou diversas manchetes com escândalos, teve quatro maridos, quatro filhos e lançou diversas canções emblemáticas, como “Nothing Compares 2U”.

Segundo a própria artista, apesar do título sugestivo, esse novo álbum é uma coleção de “canções de amor” sobre vários personagens femininos, cujas histórias evoluem ao longo das 12 faixas do álbum.

Em princípio, segundo O’ Connor, este trabalho seria chamado de “The vishnu room”, embora a cantora, de 47 anos, tenha decido trocá-lo após se “inspirar” na campanha Ban Bossy, criada no início do ano pela organização americana Lean In.

Este projeto, que conta com a participação de Beyoncé, Jennifer Garner e Condoleezza Rice, denuncia que, quando “um menino pequeno” impõe seu critério, vemos suas qualidades de “líder”, enquanto, se uma menina fizer o mesmo, “corre o risco de ser qualificada como mandona”.

O’Connor acredita que palavras como “mandona” sirvam para intimidar e desanimar meninas e adolescentes a assumir um papel de liderança, uma atitude que “continua se manifestando na vida adulta”, segundo a campanha.

“A verdade é que pode ser complicado para se tornar chefe e, por isso, acho que este projeto é extremamente importante”, escreveu a artista em junho passado para explicar a mudança de título de seu novo álbum.

“Quando soube da existência da campanha Ban Bossy, já era tarde demais para mudar o título, já que a capa já estava sendo impressa. Mas, quando a gravadora recebeu as fotos promocionais, me perguntaram se também queria mudar a capa, o que me permitiu mudar o título”, explicou a cantora através de seu site.

A instantânea em questão retrata O’Connor muito distante da habitual imagem que ela mesma projetou desde seus primeiros tempos: pelo raspado, cara lavada e roupas largas.

A capa de “I’m not bossy, I’m the boss” surpreende ao apresentar a artista abraçada a uma guitarra, claramente maquiada, com uma peruca de cabelos lisos e escuros, além de um justo vestido de preto de látex.

A ideia para essa fotografia, segundo confessou O’Connor, veio de uma batalha dialética que manteve no ano passado com a americana Miley Cyrus, a quem criticou por recorrer ao sexo para criar uma nova imagem.

“Seu talento fica de lado ao se prostituir pela indústria musical”, advertiu O’Connor em carta aberta no ano passado, recomendação à qual Cyrus respondeu com uma alusão ao transtorno bipolar da irlandesa.

Habituada à polêmica, O’Connor diz que esse episódio lhe ensinou algo muito importante: “Você consegue muita mais publicidade quando se apresenta com sexo”, assegurou a cantora recentemente ao jornal “Belfast Telegraph”.

Essas são as declarações de uma personagem que desperta amor e ódio em partes iguais por suas próprias controvérsias, o que não exclui o fato dela ser reconhecida como uma das vozes mais complexas e maravilhosas da Irlanda.

No entanto, seus fãs não precisam se preocupar, já que, ao menos no sentido musical, não há muitas mudanças em vista.

“Gravei um clipe e passei seis horas com uma peruca e um traje de látex. Não parei de suar, foi asqueroso. Descobri por que não visto como uma menina mais vezes”, declarou a cantora.

 

Crédito: Globo

 

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