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Seminário em Porto Alegre discute mercado cinematográfico brasileiro

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O seminário “O Negócio da Distribuição: Como os filmes Chegam na Tela do Cinema” foi realizado neste domingo para discutir o atual momento do mercado cinematográfico brasileiro. O evento foi organizado a partir da iniciativa da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS) em parceria com a Cinemateca Paulo Amorim e apoio do IECINE-RS (Instituto Estadual de Cinema do Rio Grande do Sul) e Casa de Cultura Mario Quintana. 

O debate começou às 15h na Sala Paulo Amorim. No encontro, estiveram reunidos importantes profissionais e pesquisadores da indústria audiovisual que atuam com cinema no Brasil. Foram eles Silvia Cruz, fundadora e diretora da distribuidora Vitrine Filmes (SP); João Guilherme Barone, professor e diretor da Famecos PUCRS e pesquisador da área de cinema e indústria audiovisual; Roberto Plotecia, representante das distribuidoras Sony e Universal na região Sul do Brasil; e Ricardo Difini Leite, diretor de operações do GNC Cinemas e presidente do Sindicato das Empresas Exibidoras do RS. A mediação foi da jornalista Monica Kanitz, que é a atual presidente da ACCIRS.

O Brasil tem atualmente cerca de 3 mil salas de cinemas. A produção de filmes nacionais vem aumentando e o problema para chegar ao público se dá justamente no momento de disputar o espaço nas salas de exibição, que privilegiam os grandes lançamentos norte-americanos. Com este tema em debate, o grupo discorreu sobre o atual momento no mercado cinematográfico brasileiro. 

Para Silvia, que trabalha com uma distribuidora dedicada a filmes de produção independente, ou do chamado '”circuito de arte”, é importante que filmes autorais já tenham uma carreira antes de chegar aos cinemas, especialmente se passarem por festivais e ganharem algum prêmio. “Com isso, o filme chega mais credenciado às salas exibidoras”, explicou. 

Fim do filme em película

Roberto Plotecia acredita que é fundamental que as salas que ainda não adquiriram os projetores digitais (DCP) o façam, pois até o final do ano as distribuidoras não irão mais distribuir ao mercado filmes em película, somente em versão digital. “Quem não digitalizar seu espaço, corre o risco de não ter mais produto em breve”, alertou. “Da Universal, o último filme previsto para estrear com película neste ano é 'Jurassic Word', que tem lançamento previsto para 11 de junho', destacou. 

Apesar de causar uma preocupação para muitas salas, especialmente as do interior, ele destaca que esta tecnologia barateou o custo do produto e facilita a operação de distribuição no país. “O ciclo do cinema em 35 milímetros acabou”, reforçou Barone. Alertou apenas para a necessidade de se pesquisar como será o acervo e a memória deste filmes, pois a película, ao que se sabe, dura até 100 anos em condições ideais. Já com as novas tecnologias, que frequentemente são alteradas ou renovadas, ainda há dúvidas sobre isso. 

Ricardo Difini Leite, da rede GNC (que já está com seus complexos digitalizados) ressalta: “O negócio do cinema é um dos que mais conseguiu se reinventar”, opina. Mas ressalta que o custo de manutenção realmente é alto. “As vendas de pipoca e das bombonieres se tornaram fundamentais para o lucro do negócio”, explicou.

 

Foto: Adriana Androvandi / Especial / CP

 

Crédito: http://correiodopovo.com.br/ArteAgenda/557833/Seminario-em-Porto-Alegre-discute-mercado-cinematografico-brasileiro-

 

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