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Sem adequação, zoológico de Passo Fundo corre risco de fechar no RS

 Sem adequação, zoológico de Passo Fundo corre risco de fechar no RS
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O destino do zoológico da Universidade de Passo Fundo (UPF) deve ser definido até o final desta semana. Esse é o prazo determinado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e o Ministério Público Federal para que a instituição defina se quer ou não continuar mantendo o espaço e assine o Termo de Ajustamento de Conduta. Depois de arrastar por sete anos a regularização à nova legislação criada pelo IBAMA e pela Sociedade Brasileira de Zoológicos, no ano passado a universidade apresentou o projeto de adequação de estruturas e pediu prolongamento do prazo para colocar as obras em andamento. No entanto, nada aconteceu.

De acordo com o chefe de fauna do Ibama no Rio Grande do Sul, Paulo Wagner, entre os problemas encontrados no local estão as estruturas antigas, a falta de segurança dos animais e a localização do zoológico, próximo a uma via com circulação constante de ônibus e outros veículos, o que causa estresse aos animais. Wagner salientou ainda que a atual situação física e psíquica dos animais é considerada razoável. “Para nós, o que interessa é a situação dos animais, tanto condições sanitárias quanto de segurança. Esse é um zoológico onde os funcionários trabalham bem”, declarou ao G1.

Outras questões, como a contratação de um veterinário permanente e o atendimento hospitalar, já foram resolvidas. “Aceitamos o plano de adequação apresentado e estamos dando todo o espaço e oportunidade para que a UPF possa manter o zoológico. Não há por que não avançarmos no processo. Agora depende da decisão da universidade”, afirma Wagner.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), essa semana é o prazo limite para que a instituição assine o acordo. Não há mais possibilidade de prorrogações. Apesar de ter adiado a reunião quinzenal do conselho que deveria ocorrer nessa segunda-feira, a UPF respondeu apenas que a reunião para definir a situação do zoológico ocorrerá essa semana.

Caso a UPF não assine o documento no prazo, deve receber uma notificação por parte do Ibama e do Ministério Público e terá cinco dias para responder. Se for determinado o fim das atividades, o zoológico não poderá mais receber visitantes. Apenas depois o destino dos 250 animais que vivem no local passará a ser estudado.

Estado pode passar de nove para cinco zoológicos
O caso do zoológico de Passo Fundo é semelhante ao do minizoológico do Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre. Notificada por não ter se adequado à nova legislação aprovada em 2003 pelo Ibama, Ministério do Meio Ambiente e Sociedade Brasileira de Zoológicos, a prefeitura da capital, que era responsável pelo espaço, acabou decidindo por seu fechamento em 2011. Os animais foram encaminhados a um criadouro em Santa Maria, na região central do estado.

Segundo o Ibama, dos nove zoológicos que funcionavam no Rio Grande do Sul até 2010, apenas cinco devem permanecer em atividade nos próximos anos. Além do zoológico de Passo Fundo, atualmente, outras quatro instalações tem de passar pelo processo de adequação para decidir se continuarão em atividade.

Em 2011, o fechamento do Jardim Zoológico de Niterói, no Rio de Janeiro, por não ter respondido a Termo de Ajustamento de Conduta, que previa obras de adequação e reforma nos recintos, também teve um longo processo de espera. Ao todo foram sete anos até que o local fosse finalmente fechado.

 

Crédito: G1RS

 

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