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Samu identifica homem de 39 anos que passou três mil trotes em 2014

 Samu identifica homem de 39 anos que passou três mil trotes em 2014
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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Porto Alegre identificou o homem responsável pelo maior número de trotes ao serviço neste ano. Foram mais de três mil ligações de três celulares diferentes apenas no primeiro semestre.

Segundo a Coordenadora Geral do Samu Municipal, Miriá Patines, o homem tem 39 anos e fazia as ligações na tentativa de seduzir as atendentes com frases de cunho sexual.

— Os pais desconheciam que ele ligava de três celulares diferentes da família e explicaram que ele tem problemas, dificuldade de aprendizado. Ele é inclusive acompanhado pelo Serviço de Saúde. Ficaram muito sensibilizados com a conversa que tivemos — explicou.

Após o caso ser descoberto, no final de julho, os trotes cessaram. Mas o Samu informou que a família pode ser responsabilizada criminalmente se as ligações voltarem a acontecer.

— Mesmo que ele mude o número do telefone, já sabemos quem é. Conhecemos a voz dele — avisou Miriá.

Foram quase 33 mil trotes ao Samu em 2014, que correspondem a 21% do total de ligações atendidas pelo Serviço.

— Não é um dos piores índices do Brasil, algumas cidades enfrentam 40% de trotes. Mas é considerável. A ligação dura um, dois minutos, até que possamos identificar que é brincadeira. São muitas horas perdidas — lamentou ela. — E é difícil identificar, ir atrás. Muitas vezes ligamos de volta e as pessoas não atendem.

Duas crianças, que faziam chamadas de um celular e de um telefone público, também foram identificadas.

— As crianças menores brincam e querem conversar. Os pré-adolescentes são mais teatrais, o que é ainda mais complicado. Muitas vezes temos dificuldade de saber se a denúncia é verdadeira ou falsa. A ambulância chega a se deslocar com equipe e equipamento. Dependendo da brincadeira, podemos deslocar até uma UTI, com médicos, enfermeiros. Podemos deixar de atender algum caso grave para ir atrás de uma brincadeira — comentou a Coordenadora.

O Samu Municipal atua com apenas seis atendentes mesmo no horário de pico, entre 10h e 22h, quando a população flutuante, que mora nas cidades vizinhas, está na capital a trabalho.

— Nesse momento, em que Porto Alegre chega a ter mais de dois milhões de habitantes, nossas seis atendentes podem estar ocupadas. A sétima chamada vai ter que aguardar. Se uma das seis for um trote, algum caso grave vai ficar esperando por causa de uma brincadeira ou de um mau-caratismo.

Mais de 800 câmeras do EPTC e da Guarda Municipal fazem parte da operação e ajudam no controle das ocorrências, muitas vezes monitorando o atendimento em tempo real. Mas é importante que os pais fiquem atentos para que casos como esses não se repitam.

— Queremos trabalhar a educação das pessoas, para que entendam que esse é um problema que pode atingir qualquer um de nós — concluiu Miriá.

 

Crédito: ClicRBS

 

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