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Saiba quais são as apostas do PT para as próximas eleições

 Saiba quais são as apostas do PT para as próximas eleições
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Diante do anúncio do governador Tarso Genro de sua retirada das disputas eleitorais, que se soma à saída de cena de outros expoentes históricos do PT, como Olívio Dutra e Raul Pont, o partido se prepara para um ciclo de renovação.

Embora formalmente a discussão para as próximas eleições não tenha começado, nos bastidores três nomes se sobressaem no cenário estadual: Pepe Vargas, Jairo Jorge e Miguel Rossetto.

Na disputa à prefeitura de Porto Alegre, a discussão começa pela decisão de ter ou não candidatura própria. Ao mesmo tempo em que os nomes de Maria do Rosário e de Henrique Fontana são lembrados como opções, uma hipótese que ganha força é o apoio à candidatura de Manuela D´Ávila (PC do B), campeã de votos para a Assembleia na eleição de outubro.

Na avaliação de diferentes setores do partido, teria chegado o momento de o PT abrir mão da cabeça de chapa em nome de uma composição mais forte para assegurar a volta ao comando da Capital. Além de garantir uma candidata jovem e popular, a aliança com Manuela seria uma forma de reconhecer a fidelidade do PC do B aos governos Tarso e Dilma.

— Entendo que o PT deve estar aberto a todas as possibilidades de diálogo. Vamos debater muito sobre isso, com cautela e avaliando os contextos — afirma o vice-presidente estadual do PT, Altemir Tortelli.

Na terça-feira, a executiva municipal do partido terá uma reunião para avaliar a campanha e começar a planejar o próximo ano. Segundo o presidente municipal da sigla, Rodrigo Oliveira, todos os aliados serão procurados para conversar.

— O PC do B é um aliado estratégico, assim como outros partidos, e o PT também dispõe de novos e antigos líderes. Ainda é cedo para tomar qualquer posição — diz.

O desempenho nas urnas é um dos critérios levados em conta para reforçar ou enfraquecer a posição dos cotados. O nome da vereadora Sofia Cavedon, por exemplo, chegou a circular como possível nome para a prefeitura, mas o fato de não ter sido eleita à Assembleia fez com que saísse fragilizada da eleição.

Um nome em ascensão no cenário estadual é o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, que governa a principal cidade administrada pelo PT no Estado, mas também encontra resistências por confrontar diretrizes da sigla no Estado.

Por ter assumido a coordenação de campanha de Dilma Rousseff e ser cotado para o núcleo de poder do novo governo, Miguel Rossetto também volta a se cacifar para as eleições de 2018. Outro nome de destaque é o deputado federal reeleito e ex-ministro Pepe Vargas, que tem bom trânsito entre as diferentes correntes do partido, ainda que tenha saído das urnas com uma votação menor do que a esperada.

A despeito das especulações internas, o presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, diz que a prioridade é fazer uma avaliação do resultado das eleições e preparar a estratégia de atuação partidária para 2015. Não descarta inclusive uma eventual convocação dos “quadros históricos”, como o próprio Tarso, para uma futura disputa.

— Tudo é possível. No PT os militantes são soldados, quando precisa se convoca. Não podemos deixar de dispor dos melhores quadros — afirma.

2016
COTADOS PARA A PREFEITURA

Caso o PT decida apostar em candidatura própria, dois nomes são os mais lembrados:

Maria do Rosário
Reeleita para a Câmara Federal com 127 mil votos, Maria do Rosário, 48 anos, foi ministra dos Direitos Humanos no governo Dilma. Em 2008, perdeu a prefeitura de Porto Alegre para José Fogaça. Por chegado ao segundo turno com uma candidatura competitiva naquela eleição, é vista com potencial para reeditar a disputa.

Henrique Fontana
Líder do governo Dilma na Câmara, o deputado Henrique Fontana, 54 anos, foi reeleito para o quinto mandato como deputado federal, com 128 mil votos. Com expressiva votação e um reconhecido trabalho como relator da Comissão Especial da Reforma Política, é um nome que se fortalece dentro do partido.

Manuela D’Ávila
Outra alternativa discutida pelo PT seria o apoio à candidatura da deputada Manuela D´Ávila (PC do B), 33 anos, à prefeitura de Porto Alegre. Manuela foi a campeã de votos na eleição estadual, com 222 mil votos. Com duas legislaturas na Câmara Federal, foi também a deputada mais votada do Brasil em 2010, com 482.590 votos.

2018
COTADOS PARA O GOVERNO DO ESTADO

Miguel Rossetto
Aos 54 anos, é destacado pela grande capacidade de articulação política. Foi vice de Olívio Dutra no governo do Estado e ministro do Desenvolvimento Agrário nos governos dos presidentes Lula e Dilma Rousseff. Neste último, deixou o cargo para fazer parte da coordenação da campanha para a reeleição da presidente. Em 2008, se enfraqueceu politicamente ao perder a prévia para Maria do Rosário na disputa para a candidatura à prefeitura de Porto Alegre. Mas sua influência junto a Dilma pode reabilitá-lo no cenário estadual. Dependendo de seu desempenho, pode se cacifar para a disputa eleitoral de 2018.

Pepe Vargas
Reeleito deputado federal para o terceiro mandato consecutivo, Pepe Vargas, 56 anos, foi prefeito de Caxias do Sul por dois mandatos e ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Dilma Rousseff. É considerado um nome universal no partido, com bom trânsito entre as correntes. Mas saiu dessa eleição mais fraco do que entrou. Fez menos votos do que nas eleições passadas (teve com 109.469 votos, enquanto em 2006 fez 124 mil e, em 2010, 120 mil). Sua influência regional também foi questionada diante da expressiva votação de José Ivo Sartori (PMDB) na Serra.

Jairo Jorge
Prefeito reeleito de Canoas, Jairo Jorge, 51 anos, governa a principal cidade administrada pelo PT no Estado. Se destacou por construir uma ampla aliança de governo no município, baseada em uma relação com partidos tradicionalmente de oposição no Estado, como o PP. Popularizou sua imagem como gestor que sabe dialogar com pontos de vista divergentes, mas também enfrenta críticas internas por afrontar posições internas do partido, a ponto de ter convidado um antigo algoz do PT, Cézar Busatto, para assumir a Secretaria de Estratégia e Inovação de Canoas. Por pressão do PT estadual, Busatto acabou não assumindo o cargo.

 

Crédito: ClicRBS

 

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