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Rosberg “ignora” Hamilton, vence em Mônaco e retoma ponta do Mundial

 Rosberg “ignora” Hamilton, vence em Mônaco e retoma ponta do Mundial
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Em uma pista tão estreita como as ruas do Principado de Mônaco, largar na frente é um grande passo para a vitória. E a polêmica pole position que Nico Rosberg conquistou no sábado, sob a suspeita de que teria errado propositalmente no fim para atrapalhar Lewis Hamilton, acabou sendo vital. Era grande a expectativa para saber como iam se comportar os amigos (ou seriam desafetos?) da Mercedes. Mas o alemão não deu chances para qualquer aproximação. Largando na frente, administrou o britânico pelos retrovisores e venceu de ponta a ponta. Seu trabalho ficou ainda mais fácil no fim, quando Hamilton alegou um problema no olho esquerdo, perdeu rendimento e teve que se preocupar em segurar Daniel Ricciardo, da RBR, para assegurar a segunda posição.

Com sua segunda vitória na temporada, Rosberg subiu para os 122 pontos e retomou a liderança do campeonato, quatro pontos à frente de Lewis. Criado em Monte Carlo, o alemão chegou também ao segundo triunfo consecutivo na mais charmosa prova do calendário. Um feito com sabor especial para Nico, que chegou a cinco vitórias na carreira, igualando o pai – e ídolo – Keke Rosberg, campeão mundial de 1982.

Já Felipe Massa fez uma bela corrida de recuperação. Após o azar de ter sido tirado do treino classificatório, o brasileiro da Williams largou em 16º, foi galgando posições e cruzou a linha de chegada em sétimo. Com os seis pontos marcados, Massa subiu para a 11ª colocação no Mundial, com 18 pontos, deixando para trás Kimi Raikkonen, seu substituto na Ferrari, com 17. À frente de Massa chegaram Fernando Alonso (Ferrari), em quinto, seguido por Nico Hulkenberg (Force India) e Jenson Button (McLaren).

Mas a grande surpresa da prova ficou por conta de Jules Bianchi. No melhor estilo “come-quieto”, o promissor francês largou em 21º, foi ganhando posições com abandonos e ultrapassagens e levou a “nanica” Marussia, pela primeira vez na história à zona de pontuação. Bianchi havia cruzado em oitavo, mas teve 5s acrescidos em seu tempo em razão de uma punição. Mesmo perdendo uma posição para Romain Grosjean, o francês deixou sua marca na história. Kevin Magnussen (McLaren) completou o top 10.

A Fórmula 1 dá uma pausa na “temporada europeia” para dar um pulo na América do Norte para o GP do Canadá, de 6 a 8 de junho, válido pela sétima etapa do campeonato.

A corrida
Apesar de toda tensão, Hamilton e Rosberg não se estranharam na St. Devote. Vettel passou Ricciardo e subiu para terceiro. Quem largou bem foi Raikkonen, que deu o bote em Alonso e Ricciardo e subiu para quarto. Partindo de 16º, Massa ganhou três posições e subiu para 13º. Pérez e Button ressuscitaram a rivalidade de 2013 e se estranharam, pior para o mexicano da Force India, que bateu e abandonou. O acidente provocou a entrada do Safety Car por três voltas. Com problemas na Lotus durante a volta de aquecimento, Maldonado sequer largou.

Na relargada, Rosberg manteve a ponta à frente de Hamilton. Vettel, mais uma vez, enfrentou problemas de potência do motor e foi ultrapassado por diversos carros, seguindo para os boxes e voltando em último. Poucas voltas depois, o alemão teve mais problemas: seu câmbio ficou travado na primeira marcha. Mesmo recuperando a potência, o tetracampeão foi ordenado pela RBR para recolher o carro para a garagem. Com isso, Raikkonen passou para terceiro, seguido por Ricciardo, Alonso, Magnussen. Massa já era o 12º, logo atrás do companheiro de Williams, Bottas.

Com 15 das 78 voltas completadas, Rosberg administrava a liderança, com pouco menos de 2s de vantagem para Hamilton. A dupla da Mercedes já tinham colocado 6s de diferença para o terceiro, Kimi. Com problemas em sua STR, Kvyat foi mais um a abandonar. Assim, Massa subiu para 11º.

Na volta 25, Sutil – que vinha fazendo belas ultrapassagens na curva do Grand Hotel – perdeu o controle de sua Sauber na saída do túnel e bateu sozinho, na parte interna do guard rail. A batida do alemão provocou a segunda entrada do carro de segurança.
A maioria dos competidores aproveitaram o período de bandeira amarela para fazer seus pit stops. Exceto Felipe Massa, que preferiu arriscar e optou por seguir na pista, subindo para a sexta colocação, atrás de Rosberg, Hamilton, Raikkonen, Ricciardo e Alonso. O finlandês da Ferrari, no entanto, foi tocado pela Marussia de Chilton, teve um pneu furado e precisou voltar aos boxes, prejudicando totalmente sua corrida. Com isso, o brasileiro da Williams passou para quinto.

Com 45 voltas, Hamilton seguia acompanhando de perto o líder Rosberg. Dez segundos depois vinha Ricciardo, logo à frente de Alonso. Em quinto, Massa resistia bravamente com os pneus supermacios, com os quais havia largado. Ele foi para os boxes no giro seguinte, e retornou à pista na 11ª posição, três atrás de Bottas, o oitavo.
Com poucas disputas no pelotão da frente, a grande atração da prova passou a ser o “trenzinho” comandado por Bottas. O finlandês da Williams era acompanhado de perto por Gutiérrez, Raikkonen e Massa. Mas a “cabine do maquinista” do Bottas acabou fumando e, com o motor estourado, o companheiro do piloto brasileiro ficou parado na curva do Grand Hotel. Assim, Gutiérrez passou para oitavo, Kimi para nono e Massa voltou à zona de pontuação. Os fiscais agiram rápido e o guindaste estrategicamente colocado retirou rapidamente a Williams de Bottas da pista evitando mais uma entrada do Safety Car.

A 16 voltas do fim, Gutiérrez – sozinho – esbarrou com a roda traseira direita no guard rail na Rascasse, furou o pneu e ficou virado na pista. Raikkonen e Massa, que vinham logo atrás, tiveram que ter o reflexo apurado para desviar da Sauber do mexicano. Os comissários, novamente, agiram com eficácia e impediram a paralisação da prova.
Com isso, Bianchi passou para décimo colocando a Marussia, pela primeira vez, com chances reais de pontuação. O francês, porém, teria que chegar mais de 5s à frente do 11º para assegurar o ponto, já que carregava um acréscimo de tempo em seu resultado final em razão de uma punição.
Em segundo, Hamilton disse para seu engenheiro que não queria saber de Ricciardo, mas sim para Rosberg. Ironicamente, pouco tempo depois, o britânico reportou que uma sujeira entrou em seu olho esquerdo e começou a andar mais lento. Rosberg, então, abriu cinco segundos na liderança, enquanto o australiano da RBR, o terceiro, reduziu parte da desvantagem. A Mercedes chegou a se aprontar nos boxes, mas o britânico decidiu seguir na pista e levar o carro até o final.
Com dificuldades para enxergar, Hamilton foi alcançado por Ricciardo nas voltas finais. Mais à frente, Rosberg recebia a bandeira quadriculada com quase dez segundos de vantagem. O britânico conseguiu resistir a pressão do australiano da RBR e completou a quinta dobradinha da Mercedes em seis etapas. Alonso completou em quarto. Com uma volta a menos, Hulk foi o quinto, seguido por Button e Massa. A surpresa ficou por conta de Bianchi, que cruzou em oitavo, e mesmo perdendo a posição para Grosjean por causa da punição, marcou os primeiros pontos da história da Marussia. Magnussen completou os dez primeiros.

 

Crédito: Globo

 

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