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Robert Plant lança primeiro álbum de inéditas desde 2005

 Robert Plant lança primeiro álbum de inéditas desde 2005
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Robert Plant já esteve no topo do mundo nos anos 1970, década em que comandava o microfone do Led Zeppelin. Teve a chance de retornar ao primeiro escalão do rock em 2007, quando 20 milhões de fãs disputaram ingressos para os dois shows de reunião de seu antigo grupo na O2 Arena, de Londres.

Após o sucesso das apresentações choveram convites para turnês, mas Plant, para decepção do público e de seus companheiros remanescentes do Led, resolveu deixar o passado na memória e seguir em frente. De certa forma, Lullaby… and the Ceaseless Roar, primeiro álbum de inéditas do vocalista desde The Mighty Rearrenger (2005), é uma radicalização desta opção.

Como já é comum em sua carreira solo, Plant – junto com sua nova banda de apoio, a The Sensational Space Shifters – mescla suas influências primordiais de blues e rock com elementos de música celta, country, oriental e africana. No novo trabalho, essa fusão vai mais além. Violões, guitarras e banjos dividem espaço com instrumentos exóticos, como o ritti (espécie de violino africano de uma corda só) e programações eletrônicas.

Desse improvável caldeirão, emergem canções melancólicas e suaves, nas quais o arranjo está sempre a serviço da melodia. Plant canta com honestidade sobre solidão e amores incompreendidos, sem tentar forçar sua voz a limites já inalcançáveis para alguém de 66 anos que, em sua juventude, testou todos os limites da tríade sexo, drogas e rock ‘n’roll – como pôde testemunhar quem esteve no show dele em Porto Alegre em 2012.

Hoje, Plant parece se interessar mais por baladas pungentes, como A Stolen Kiss e Rainbow, do que por faixas mais vigorosas – Turn It Up é a única do álbum com guitarras mais pesadas. Lullaby… não é voltado aos nostálgicos do Led Zeppelin – para esses, o melhor é assistir ao DVD Celebration Day (2012), registro da emocionante reunião do grupo. É, isso sim, uma declaração de Plant de que não se pode negar o passado, mas é preciso olhar para o futuro.

 

Crédito: ClicRBS

 

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