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Rio de Bernardinho derruba o São Caetano e põe o pé em mais uma final

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Numa partida com cinco campeãs olímpicas, o que não poderia faltar era emoção. Vencedor dos três primeiros turnos da Superliga feminina, o Rio de Janeiro de Fabi e Fabiana chegou a dar um susto em seus torcedores no ginásio do Tijuca, nesta terça-feira, mas o técnico Bernardinho, prata nos Jogos de Pequim com a seleção masculina, conseguiu manter a calma do time e não o deixou sair de quadra com uma derrota para o São Caetano de Mari, Sheilla e Fofão. A equipe carioca venceu por 3 sets a 0 (25/22, 25/14 e 25/22), assumiu a liderança do Grupo A e praticamente se garantiu na final do quarto e último turno. A vaga será decidida no sábado, contra o Brusque. No mesmo dia, o São Caetano encara o Vôlei Futuro. As duas equipes já estão garantidas nos playoffs, que reúnem as oito melhores na classificação geral.

Apesar do tropeço no começo do jogo, o sempre exigente Bernardinho gostou da atuação do Rio de Janeiro.

– Na volta do carnaval, foi uma boa reestreia. Elas começaram o jogo meio temerosas, mas foram se soltando depois – explicou Bernardinho.

Com tantas campeãs em quadra, foram duas “coadjuvantes” do Rio que se destacaram: Dani Lins levou a melhor sobre Fofão, e Joycinha venceu o duelo contra a dupla toda-poderosa Mari e Sheilla.

– É um incentivo a mais jogar contra a Fofão. Ela é sempre um espelho e, quando estou diante dela, penso sempre em dar o meu melhor. Sei que fazer um bom jogo contra ela é dar um passo a mais para me tornar uma jogadora melhor e, consequentemente, me aproximar mais de uma oportunidade na seleção – disse Dani Lins.

O Rio de Janeiro tinha o desfalque da ponteira Michelle, que machucou o joelho esquerdo. E a equipe entrou em quadra irreconhecível: errando saques e ataques. O São Caetano foi para o primeiro tempo técnico com três pontos de vantagem (8 a 5). Isso depois que Dani Lins e Érika erraram os dois primeiros saques da equipe carioca na partida.

Forçando bastante o saque, Mari, do São Caetano, crescia no jogo. O 14º ponto foi marcado por ela, depois de uma bola polêmica levantada por Fofão. O técnico Bernardinho pediu dois toques, mas foi ignorado pela arbitragem. A reclamação do treinador fez efeito, ao menos, em suas jogadoras, e o Rio esboçou uma reação quando sua principal atacante, Fabiana, marcou dois pontos seguidos. Depois de um ace de Regiane, o time encostou em 16 a 15, e o empate veio em um ataque de Joycinha. Mari errou um tempo de bola, e viu as rivais passarem à frente pela primeira vez: 21 a 20. E foi Joycinha quem levou o time ao primeiro set point, num ataque pela direita. Coube a Dani Lins, num bloqueio, fechar em 25 a 22.

Na segunda parcial, o São Caetano mais uma vez saiu na frente. No primeiro tempo técnico, Bernardinho voltou suas atenções para Dani Lins. Do outro lado, Chicão conversava com Mari e Sheilla, que tinham dificuldades para pontuar quando estavam na rede. As orientações de Bernardinho surtiram efeito. Enquanto o Rio liderava com folga, o São Caetano se perdia. Dani Lins escolheu Érika para a bola de ataque que deu ao time a vitória no segundo set, em 25 a 14.

A terceira parcial começou, e Fofão não conseguia dar ao São Caetano o volume de ataque de que o time necessitava para fugir dos fortes bloqueios. Apesar dos problemas, o time paulista conseguia se manter na cola por conta dos seguidos erros das rivais. O Rio vencia por 21 a 20 quando Bernardinho, tenso, parou o jogo e deu um puxão de orelha. Joycinha marcou em uma largadinha, mas Érika errou o saque na bola seguinte. Fabiana fez o 24º ponto do Rio, e subiu para um bloqueio sobre Mari para garantir a vitória.

– Não é só a questão do erro. É errar no momento em que não pode. Temos que melhorar muito mais. Daqui a pouco começam os playoffs. Os playoffs são outro campeonato – disse o técnico do São Caetano, Chicão.

 

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