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Relembre 11 contusões chocantes do futebol mundial

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Cada vez mais freqüentes no futebol atual, as cenas de lesões durante o jogo causam espanto e comoção em torcedores do mundo todo. Não é difícil ver pessoas fechando os olhos, virando o rosto ou rangendo os dentes ao olhar as imagens chocantes de uma perna virada, seguida do choro contundente do atleta, na TV ou das arquibancadas.

Voltas por cima como as do atacante Ronaldo, que retornou recentemente em grande estilo ao futebol depois da terceira lesão nos joelhos, e de Eduardo da Silva, que tem marcado vários gols no Arsenal após quase perder o pé, servem como exemplo de superação no esporte.

Porém, algumas vezes, a medicina não consegue solucionar contusões mais graves e jogadores talentosos têm de encerrar suas carreira por conta de um lance mais maldoso do zagueiro adversário ou do péssimo estado do gramado.

A reportagem do Terra listou 11 das piores contusões do futebol mundial. Confira a relação abaixo:

Dave Busst
Durante uma partida com o Manchester United, em abril de 1996, o zagueiro do Coventry colidiu com os adversários Denis Irwin e Brian McClair durante a cobrança de um escanteio e quebrou a tíbia e a fíbula da perna direita. O jogo ficou 12 minutos paralisado para se limpar o sangue do atleta do gramado.

O goleiro do Manchester, Peter Schmeichel chegou a vomitar ao ver a cena de perto e, assim como outros atletas, precisou se consultar com um analista para esquecer o trauma da cena. Busst teve de encerrar sua carreira por conta da infecção que a lesão causou na sua perna. Ele quase teve a perna amputada, mas voltou a andar após 26 operações.

Eduardo da Silva
Em fevereiro de 2008, o atacante brasileiro, naturalizado croata, teve sua recente carreira de sucesso interrompida em mais um lance criminoso no futebol inglês. Titular absoluto do Arsenal, o jogador sofreu uma fratura exposta, após ser atingido violentamente pelo zagueiro Martin Taylor, que o acertou na altura da canela. Na época, os médicos disseram que Eduardo não teve de amputar o pé por detalhes.

“Ele poderia simplesmente ter perdido o pé. Uma vez que é o pé é deslocado daquela maneira, a circulação sangüínea fica seriamente prejudicada. Se a cirurgia não fosse imediata, a amputação ficaria como única opção”, comentou o médico Tim Allardyce, especialista em ortopedia esportiva.

Além de não defender a seleção da Croácia na Eurocopa, Eduardo da Silva ficou afastado quase um ano dos gramados. Em seu retorno, no dia 16 de fevereiro deste ano, ele marcou dois gols na vitória do Arsenal sobre o Cardiff pela Copa da Inglaterra.

Cissé
O atacante Cissé é um dos jogadores que mais sofreu com lesões no futebol, com duas graves contusões no curto espaço de dois anos. A primeira aconteceu quando atuava pelo Liverpool em outubro de 2004, em um jogo contra o Blackburn. Em uma jogada pela ala direita, o francês recebeu uma entrada por trás do zagueiro Jay McEveley e sofreu uma fratura na tíbia e no perônio da perna esquerda. Cissé teve uma recuperação surpreendente e voltou cerca de seis meses depois, ajudando sua equipe a conquistar o título da Copa dos Campeões.

A segunda lesão fez Cissé sofrer mais, nem tanto pela dor, mas pela grande oportunidade que tinha de disputar a Copa de 2006. Durante amistoso com a China, pouco antes do Mundial, o atacante recebeu uma forte entrada do zagueiro Zheng na perna direita. Com o pé virado, em uma das imagens mais marcantes dos últimos anos, Cissé chorou muito segurando a perna contundida. Sem condições de retornar ao gramado até o fim de 2006, o jogador foi cortado pelo técnico Raymond Domenech, na equipe que seria vice-campeã mundial.

Maikon Leite
Em agosto de 2008, quando era um dos destaques da fraca campanha do Santos no Campeonato Brasileiro, o jovem atacante viu seu bom momento ser interrompido no jogo contra o Flamengo, na Vila Belmiro. Em uma dividida com o goleiro Bruno, Maikon Leite viu seu joelho direito ficar completamente destruído em um lance no ataque.

Chorando copiosamente, o camisa sete foi levado de maca com a constatação de ruptura total dos ligamentos do joelho. Depois de vários meses de recuperação, o atleta voltou aos treinos no último mês, mas ainda não retornou aos gramados.

Alf-Inge Haaland
O jogador norueguês foi vítima da rivalidade que é freqüente em clássicos como Manchester United e Manchester City. Capitão do City, Haaland sempre teve entreveros com o dono da braçadeira de capitão do Manchester, Roy Keane, trocando pontapés e xingamentos em todas as partidas. Até que em 2001, Keane decidiu de uma forma maldosa que ia acabar com as brigas com o rival.

Em um lance de disputa de bola no meio-campo, o volante do Manchester United deu uma entrada na altura do joelho de Haaland, em um dos lances mais marcantes do futebol inglês. Curiosamente, o norueguês não encerrou sua carreira pela falta sofrida e sim pelo modo que caiu no chão sobre o próprio joelho.

Meses depois, Keane afirmou em sua autobiografia que a intenção dele foi mesmo encerrar a carreira do rival. “Esperei muito, mas dei a porrada sem dó. A bola estava lá (eu acho). Toma essa, babaca e nunca mais finja estar machucado. Mesmo depois, no vestiário, não senti pena”.

Luciano Almeida
Titular da lateral esquerda do Botafogo em 2007, Luciano Almeida protagonizou uma das cenas mais chocantes do futebol brasileiro no jogo contra o Sport, em outubro daquele ano. Depois de marcar um dos gols da equipe alvinegra naquela partida, o lateral contundiu gravemente ao tentar dar um carrinho em disputa com o atacante Carlinhos Bala.

O pé direito de Leandro Almeida prendeu no gramado do Engenhão, virando para trás. O jogador teve de ser submetido a uma cirurgia de redução e fixação da lesão, ficou afastado cerca de cinco meses dos gramados e nunca mais conseguiu se firmar como titular do time botafoguense.

Luc Nilis
Principal jogador da seleção belga, o jogador fazia apenas sua quarta partida com a camisa do Aston Villa. No duelo contra o Ipswich Town, em setembro de 2000, o atacante sofreu um encontrão do goleiro Richard Wright, em um lance que virou sua perna ao contrário, na altura do joelho. Com todos os ligamentos do joelho rompidos, Nillis ainda tentou retornar aos gramados, mas em janeiro de 2001 decidiu encerrar sua carreira por não conseguir mais se recuperar da lesão sofrida.

Juninho Paulista
Atuando pelo Atlético de Madrid, Juninho vivia, em 1998, seu melhor momento na carreira e era presença certa na lista do técnico Zagallo para a Copa do Mundo daquele ano. Porém, a menos de seis meses do Mundial, em partida contra o Celta de Vigo, válida pelo Campeonato Espanhol, ele sofreu a lesão mais sofrida de sua carreira. Um carrinho maldoso de Michel Salgado acabara momentaneamente com o sonho do ex-meia do São Paulo, que ficou alguns meses fora antes de voltar ao futebol. O jogador, porém, pôde dar a volta por cima em 2002, quando estava no grupo da Seleção Brasileira que conquistou o pentacampeonato mundial.

Diego Tardelli
Herói do Flamengo no título carioca de 2008, Diego Tardelli era um dos principais atacante do elenco rubro-negro no Campeonato Brasileiro do ano passado até sofrer uma grave lesão no braço, no duelo contra o Cruzeiro, em agosto. O lance aconteceu logo depois de ele entrar em campo no segundo tempo da partida no Maracanã. Após disputar uma bola no alto, Tardelli caiu de mau jeito e seu antebraço foi deslocado para trás.

A lesão tirou o jogador por alguns meses do time carioca, que sentiu a falta de atacantes em seu elenco e acabou fora da Copa Libertadores deste ano. Sem fazer muito sucesso, após voltar aos gramados, Tardelli foi parar no Atlético-MG.

Petr Cech
O goleiro do Chelsea, apontado como um dos melhores do mundo, viveu um drama na partida contra o Reading, em outubro de 2006. Durante o duelo pelo Campeonato Inglês, o arqueiro checo teve afundamento do crânio depois de levar uma joelhada no chão do meio-campista Stephen Hunt.

Cech teve de sair de campo de maca e ficou alguns meses afastado dos gramados. O lance deixou o goleiro preocupado com lesões futuras. O checo passou a usar um capacete especial nas partidas do Chelsea e da seleção de seu país.

Ronaldo
Um dos grandes exemplos de superação do futebol, Ronaldo teve de superar três graves contusões nos joelhos, duas no direito e uma no esquerdo. A primeira aconteceu em 21 de novembro, na partida da Inter de Milão diante do Lecce, o brasileiro pisou em um buraco, torceu o joelho direito e rompeu o tendão patelar, em cerca de 20cm.

Após uma cirurgia e cinco meses fora dos gramados, a volta do jogador foi marcada para o duelo contra a Lazio, pela Copa da Itália. Depois de alguns poucos minutos em campo, Ronaldo tentou partir para cima do zagueiro Fernando Couto, porém quando bateu o pé no chão, o tendão patelar foi rompido novamente e o atacante desabou em choro em uma das cenas mais reprisadas do futebol mundial.

Mais de um ano fora dos gramados, Ronaldo deu a volta por cima e levou o Brasil ao título mundial de 2002. Porém, em 2008, já atuando pelo Milan, foi a vez do tendão patelar do joelho esquerdo se romper em uma partida contra o Livorno. Mais um ano fora e o retorno triunfante aconteceu recentemente, desta vez no Brasil, com a camisa do Corinthians.

 

Crédito: Terra

 

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