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Qualidade do esperma depende do grau de atração da fêmea

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Na última semana, um artigo publicado no site Livescience.com afirmou que fêmeas atraentes, e a concorrência de outros machos, podem fazer aumentar a qualidade dos espermatozóides. Segundo o site, também, a velocidade dos espermatozóides no momento da cópula pode ser alterada estrategicamente pela otimização do funcionamento dos dutos ejaculatórios de acordo com o estímulo recebido – que pode ser sinais de perigo de perder para o rival ou de “valor” da fêmea.

Sistemas semelhantes de controle do esperma já haviam sido descobertos em pesquisas divulgadas anteriormente. De fato, a “concorrência do esperma” é uma ideia com muito respaldo científico. Como muitas vezes foi exposto, para o macho o fato de conseguir a fecundação de uma fêmea é como ganhar na loteria.

Espermatozóides são excelentes em natação e em sentir o “cheiro” do seu alvo. Para os machos de muitas espécies, o sucesso depende da obtenção de espermatozóides mais eficazes para atingir o alvo do que os da concorrência, pois a monogamia é rara no reino animal. Produzir mais esperma, esperma de melhor qualidade genética ou que nade mais rápido aumenta a chance de passar adiante os sues genes.

“A paternidade é determinada pela capacidade competitiva de um macho para conquistar as fêmeas e pela habilidade dos seus espermatozóides para competir com os dos outros no momento da fecundação”, afirmou Tommaso Pizzari da Universidade de Oxford na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.

Nos últimos anos, os cientistas têm encontrado uma série de estratégias para alterar a velocidade da ejaculação e o esperma “em função da avaliação de risco imediato que a concorrência oferece”, como avalia a pesquisadora americana Olivia Judson em publicação do The New York Times no ano passado.

Outras descobertas recentes sobre o assunto:
– Pizzari e colegas descobriram que um tipo particular de galo (Gallus gallus domesticus) ajusta a qualidade do esperma com base em fatores sociais, concorrência e “valor reprodutivo” que ele atribui à fêmea – que se observa pela capaciadade de atração que esta exerce sobre ele.

– Em 2008, cientistas descreveram o eficiente sistema de competição das moscas. Nesses insetos, as proteínas do esperma são modificadas muito rapidamente ¿ tanto quanto o funcionamento do sistema imunológico ao perceber fatores de risco – para ajudar machos a competirem pela paternidade.

– Em 2007, um estudo da University of Western Australia encontrou grilos machos que produziam ejaculações com uma maior porcentagem de espermatozóides vivos quando haviam encontrado um rival do sexo masculino antes do acasalamento.

Mas vantagens têm seu preço
Essas vantagens, porém, não acontecem sem um pequeno custo. Segundo os cientistas, a energia necessária para produzir mais esperma ou esperma “mais rápido”, significa que o macho mais produtivo tem menos energia do que os demais para outras coisas – como comer, fugir de predadores ou perseguir uma fêmea.

“A produção de esperma e a ejaculação são inevitavelmente associados a custos, que, por vezes, podem diretamente limitar as taxas de acasalamento masculino”, explicou Nina Wedell da University of Exeter, no Reino Unido, em um artigo publicado na revista da Society of Reproduction and Fertility.

“Como conseqüência da limitação da quantidade de esperma ejaculado em fêmeas, os machos são estrategicamente preparados para maximizar os resultados de cada ejaculação.” E isso, segundo ela, acontece porque “os machos são sensíveis aos sinais relativos aos diversos níveis de concorrência e à fertilidade feminina e modulam suas ejaculações com essas balizas”, escreve Wedell.

E os seres humanos?
A concorrência do esperma entre os animais é uma ação involuntária, como o batimento de um coração ou da mobilização do sistema imunológico.

Nenhuma pesquisa, no entanto, conseguiu observar o funcionamento desses sistemas em seres humanos. Cientistas afirmam, porém, que algum nível de competição deva apresentar resultados concretos na alteração do esperma nos homens, levando em conta que cada ejaculação produz cerca de 250 milhões de espermatozóides, todos com vista para um único óvulo.

Mas, como salienta Olivia Judson, é complicado realizar as experiências com as pessoas para saber se e como seus espermatozóides funcionam. Ainda não foram conseguidos modelos convincentes de como homens poderiam controlar seu esperma para ter vantagens competitivas.

 

Crédito: Terra

 

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