• TEL: (54) 3231.7800 | 3231.2828 (PEDIDOS DE MÚSICAS)

Quadrilha teria fraudado Receita em mais de R$ 7,5 milhões, na Fronteira

Digiqole ad

Uma operação desencadeada na manhã de terça-feira visa desarticular uma quadrilha responsável pela distribuição de mídias clandestinas no Estado. Conforme as investigações da Polícia Civil, em três anos cerca de 30 milhões de CDs e DVDs provenientes da China entraram por Bagé e Santana do Livramento, Campanha e Fronteira Oeste. A Receita Federal estima que R$ 7,5 milhões em impostos deixaram de ser arrecadados.

O valor poderia ser empregado pela administração pública para construção de 150 casas populares no valor de R$ 50 mil cada, por exemplo. As investigações apontaram que a região Sul do Estado era utilizada como rota para entrada de mídias e impressoras adquiridas no Uruguai por valor reduzido, sem desembaraço aduaneiro.

“A investigação inicia em Bagé pois as rodovias da região eram utilizadas para transporte e também havia depósitos onde eram armazenadas as mercadorias para posterior remessa à Santa Catarina”, explica o delegado da Polícia Federal, Mauro Lima. Conforme o delegado, que foi aumentando durante o período de investigação. “Grande parte dos veículos e imóveis eram colocados no nome de ‘laranjas’, como parentes, por exemplo”, conta.

Os destinos das mercadorias eram, em sua maioria, cidades catarinenses, principalmente Itajaí, Balneário Camboriú e Florianópolis, sendo comercializadas nestes locais ou remetidas a outros estados, como Paraná e São Paulo, e à região Nordeste.

Ao longo da investigação, foram efetuadas 18 prisões e apreendidos 19 veículos e 1,1 milhão de mídias. Para essas pessoas, foram arbitradas fianças no total de mais de R$ 160 mil. Mesmo assim, os principais investigados não deixaram de comercializar os produtos ilegais.

As informações da polícia dão conta de que o grupo possuía diversas ramificações, englobando empresas e lojas que comercializavam produtos e suprimentos de informática contrabandeados. O objetivo era promover pirataria de filmes, álbus de música, jogos de videogame e programas de computador.

No dia de hoje, são cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A operação Kamuri conta com a participação de 70 policiais federais e 11 auditores da Receita, além de agentes catarinenses. O Ministério Público Federal e a Justiça Federal foram apoiadores das investigações.

Até o momento, foram apuradas provas para os seguintes crimes: falsificação de notas fiscais e documentos; introdução, transporte e comercialização de mercadorias estrangeiras em território nacional; formação de quadrilha para prática de descaminho de mídias; uso de veículos com placas da Argentina, com placas clonadas, possivelmente objeto de furto ou roubo; uso de rádios transcenptores, que se caracteriza como atividade de telecomunicação.

A ação integra a Operação Sentinela, que busca intensificar a fiscalização na faixa de fronteira do Brasil com países vizinhos, a fim de repremir crimes transnacionais, como contrabando e tráfico internacional de drogas, armas e munições.

 

Crédito: Correio do Povo

 

Digiqole ad

Relacionados

Open chat