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Projeto de combate ao crack será apresentado nesta terça-feira

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O projeto de combate ao crack no Rio Grande do Sul desenvolvido pelos governos federal e estadual será apresentado nesta terça-feira na Capital. A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o governador Tarso Genro e o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, devem se unir ao grupo de técnicos que planeja as ações do programa no Estado para anunciar ações desse plano, que faz parte do programa federal “Crack, é possível vencer”.

Os 38 técnicos dos ministérios da Justiça, da Saúde, do Desenvolvimento Social, da Casa Civil e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, além de profissionais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal que chegaram nessa segunda-feira ao Estado apresentaram os três eixos nos quais está baseado o plano federal: Cuidado, Prevenção e Autoridade. Eles estão reunidos com representantes das secretarias da Justiça e dos Direitos Humanos, que coordenará o projeto gaúcho, de Saúde, de Trabalho e Desenvolvimento Social e de Segurança Pública.

O eixo Cuidado está relacionado à saúde e ao tratamento dos usuários, e envolve ações como a abertura de leitos especializados e construção de novos Centros de Atendimento Psicossocial (Caps) funcionando 24h. Também prevê o financiamento de vagas em comunidades terapêuticas reconhecidas pela rede de saúde. No foco Prevenção estão previstas campanhas de conscientização, capacitação de profissionais e trabalho junto às escolas, entre outras iniciativas. Autoridade é o eixo que envolve a segurança, o combate ao tráfico e ao crime organizado, a integração das polícias e o controle das fronteiras.

O secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, Fabiano Pereira, lembrou que há mais de 55 mil usuários de crack no RS, e que o tema tem ligação direta com o aumento da criminalidade. Segundo o secretário, 61% dos detentos do Presídio Central de Porto Alegre têm envolvimento com o tráfico de drogas. “Sem dúvida, a repressão e o atendimento na saúde são muito caros a nós, mas a prevenção tem papel fundamental na reversão deste cenário.”

Para a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o Rio Grande do Sul possui diferenças marcantes no uso da droga em relação a outros Estados, principalmente nas chamadas “cracolândias”. “Não há como comparar a cena de uso daqui com as de São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo. Aqui são menores e mais esparsas, mas nosso projeto contempla também essas situações”. Regina destacou ainda que a meta não é zerar o consumo de crack, mas, sim, cuidar do maior número de dependentes. “Esse é nosso papel, esse é nosso foco”, completou a secretária.

 

Crédito: Correio do Povo

 

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