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Por que a lateral direita é terror de clubes brasileiros?

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Fabinho Capixaba (Palmeiras), Luizinho (Santos), Zé Luís (São Paulo), Éverton Silva (Flamengo), Mariano (Fluminense), Bolívar (Inter) e Ruy (Grêmio). Basta uma corrida de olho nas escolhas de laterais-direitos de muitos dos clubes grandes do Brasil para perceber que as coisas não andam bem.

“Concordo que vem acontecendo essa crise. Há fases em que você nota que falta uma peça no mercado”, diz Vágner Mancini, treinador do Santos. Não à toa, o clube dirigido por Mancini é um dos que procuram nomes nessa posição. Luizinho, ex-reserva de Léo Moura no Flamengo em 2008, viu os santistas tentarem, justamente, o flamenguista para reforçar o elenco recentemente.

Em quase três anos no comando da Seleção Brasileira, Dunga só se lembrou de dois laterais-direitos que jogavam no futebol brasileiro: Ilsinho, enquanto estava no São Paulo, e o próprio Léo Moura, do Flamengo, foram chamados apenas uma vez em 21 convocações.

A própria situação de Léo Moura no Flamengo ilustra os problemas que os técnicos brasileiros têm tido com os nomes da posição. Considerando que estava se tornando previsível marcar um de seus jogadores mais técnicos, Cuca optou por levá-lo ao meio-campo, mas a inconstância de Éverton Silva já trouxe Léo de volta para sua posição original.

Problemas táticos

Outra característica na questão que envolve os laterais-direitos tem sido a improvisação: clubes que não jogam com três zagueiros sofrem com “especialistas” que deixam muitos espaços na marcação. Daí a utilização de beques, como Werley (Atlético-MG), e Bolívar (Internacional), ou volantes como Moacir (Sport), Zé Luís e Arouca (São Paulo).

“O problema é que hoje não há laterais, só temos alas. E o treinador, para mudar uma partida, precisa ter laterais que possam marcar. Por isso hoje todo mundo no Brasil procura nomes dessa posição”, reforça Muricy Ramalho.

No último domingo, a opção do treinador para a direita foi Renato Silva, zagueiro, e desde Ilsinho, os são-paulinos fracassam para achar um camisa 2 confiável. Joílson, Jancarlos, Éder e Maurinho passaram sem sucesso pelo Morumbi, que atualmente assiste ao mau momento de Wagner Diniz e já teve, em outros momentos, jogadores como Souza, Breno, Leandro e Alex Silva improvisados.

Dificuldade para formar laterais

Ainda que seja uma situação cíclica, Vágner Mancini aponta para problemas na formação de laterais – tradicionalmente, os brasileiros são super ofensivos. “Quando você forma um ala, você joga contra o futebol. A base precisa formar laterais e o inverso não é benéfico. Isso tem atrapalhado, claro, também na esquerda. No Sub-15, no sub-17, o jogador tem que ser trabalhado para fazer todas as funções nos profissionais”, analisa.

Maurício Noriega, comentarista do Sportv, vê essa condição ofensiva como conseqüência das escolhas táticas dos treinadores brasileiros. “É reflexo pela maneira como se joga no Brasil. Passando um pouco pelos três zagueiros, há uma atualização e é preciso ter laterais que saibam marcar. Quase todos os times jogam com um lateral que fica e outro sai”, explica.

 

Crédito: Terra

 

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