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Polícia vai instaurar inquérito para apurar morte de alpinistas

 Polícia vai instaurar inquérito para apurar morte de alpinistas
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Um inquérito policial deverá ser aberto nesta terça-feira para apurar as circunstâncias da morte de dois alpinistas em Maquiné, no Litoral Norte, após um ataque de abelhas. As investigações serão conduzidas pelo titular da 23ª Delegacia de Polícia Regional de Osório, Heraldo Chaves Guerreiro, também responsável pela Delegacia de Polícia Civil de Maquiné. 

 

De acordo com o delegado, o inquérito será concluído dentro de 30 dias, e, neste período, serão ouvidos os sobreviventes e testemunhas para se chegar a uma “conclusão do que efetivamente aconteceu”. Os trabalhos serão iniciados assim que o Instituto Médico Legal (IML) liberar os laudos da necropsia.

— Ainda não vejo responsabilidade criminal de ninguém. Temos que ver se houve alguma falha no equipamento e entender o que houve — disse.

Os corpos de Jean Carlos Machado Lopes, 41 anos, e Ronei Marcelino Pinto, 47, foram retirados do local nesta segunda-feira, mais de 48 horas após o acidente, que ocorreu quando sete homens praticavam rapel em uma cascata de 130 metros de altura. Na tentativa de fugir do enxame, um deles teria cortado a corda do equipamento e o outro fez uma descida brusca e não acionou os freios. Os demais conseguiram descer, mas também ficaram feridos. Dois dos cinco sobreviventes caminharam por 15 horas no mato para pedir resgate.

A reportagem tentou contato com integrantes do grupo, mas foi informada de que eles decidiram não mais se pronunciar sobre o caso.

O acidente

 

O acidente aconteceu quando o grupo descia uma cascata de 130 metros de altura e as abelhas atacaram, por volta das 15h deste sábado. Na tentativa de fugir do enxame, um deles teria cortado a corda do equipamento e o outro fez uma descida brusca e não acionou os freios. Os demais conseguiram descer, mas também ficaram feridos. Morreram Jean Carlos Machado Lopes, 41 anos, eRonei Marcelino Pinto, 48.

Dentre os cinco sobreviventes, Maicon Silva da Silva, 31 anos, e Luciano de Souza caminharam por 15 horas no mato para pedir resgate. Os outros três sobreviventes, identificados como Flavio Rodrigo da Rosa Lopes, 37 anos, João Batista Moreira Dias, 42, e Roberto Schuster, médico de 73 anos que liderava o grupo, ficaram no local aguardando o resgate, que chegou por volta do meio-dia de domingo. Até as 6h30min desta segunda apenas Schuster permanecia internado no Hospital de Tramandaí.

 

 

Crédito: CVlicRBS

 

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