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Polícia conclui apuração sobre acidente em Campestre da Serra

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A Polícia Civil de Campestre da Serra concluiu a apuração de grave acidente de trânsito ocorrido no dia 15/08/11 às 21h50min, na BR 116 – KM 82, em Campestre da Serra/RS, com mortos e feridos.

Na ocasião, a carga composta de “big bags” de farinha de trigo industrial pesando 1,2 toneladas cada, que era levada pelo caminhão -carreta Merceds/Benz Actros, placa ISD-9942, conduzido por Marlei Alves dos Santos, desprendeu-se e caiu sobre o veículo Fiat/Palio, conduzido por Ademilso Sutil de Souza.

Também estavam no veículo a esposa do motorista do Palio, Denise Alves de Souza, o filho do casal Natan Alves de Souza, de dois anos, e mais o passageiro Jorge Salvador Vieira de Aguiar

O caminhão se deslocava sentido Caxias do Sul/RS – Vacaria/RS, e o Palio em sentido inverso.

Denise foi encaminhada ao Hospital Nossa Senhora da Oliveira (HNSO) em Vacaria/RS, Jorge ao Hospital de São Marcos.

Duas mortes: Ademilso foi levado também ao HNSO, vindo a falecer na madrugada seguinte. Natan faleceu no local.
O condutor do caminhão não sofreu ferimentos, sendo submetido a teste do etilômetro que apresentou resultado negativo.

A investigação tratou de apurar a conduta do motorista do caminhão, e compreender de que forma aconteceu o evento. Também buscou veriricar a questão na origem, quando do carregamento e amarramento da carga.
Conforme notas fiscais, uma empresa terceirizou o transporte do carregamento de vinte e quatro embalagens de farinha de trigo industrial (big bags), que totalizavam 30.650 (trinta mil seiscentos e cinqüenta quilos) para outra empresa, de Caxias do Sul/RS, o destino do carregamento era até Campinas/SP.

Foram realizadas as oitivas.
A sobrevivente do automóvel, senhora Denise Alves de Souza, quando seu marido realizava a curva, vinha um caminhão em alta velocidade na mesma faixa em que se estavam. O condutor do caminhão ao visualizar o Fiat/Palio fez uma manobra brusca, voltando para sua faixa. Foi quando a lateral do semi-reboque que estava acoplado ao caminhão, abriu-se e começaram a cair os “big bags” sobre a pista e veículo em que estavam.

Foram ouvidos os dois agentes da Polícia Rodoviária Federal que afirmaram que Marlei, em constatação prévia no disco de tacográfo, estva acima da velocidade permitida que é de 60 Km/h no local, conforme sinalização de placas há 300 metros do local do fato. E ainda, que Marlei havia lhes dito que não viu o Fiat/Palio na pista.

O motorista do caminhão alegou que foi o veículo quem invadiu a pista contrária, obrigando manobra brusca que resultou no despreendimento da carga.

Entretanto, os laudos das perícias solicitadas pela Polícia Civil apontaram que o motorista conduzia o caminhão a 98Km/h em local cuja velocidade máxima é 60Km/h, e que a carga não estava devidamente amarradca com cabos e cintas indicados.

Assim, com base nos termos de declarações, perícias, levantamentos do local, enfim, de todo conjunto probatório, aponta-se com certeza a negligência no amarramento da carga e a imprudência do condutor a trafegar em velocidade bem acima da permitida como determinantes ao rsultado morte.

Houve o indiciamento de Marlei Alves dos Santos, por homicídio culposo e lesões culposas, artigos 302 e 303 da Lei 9503/95 (código de Trânsito Brasileiro).

 

Crédito: Delegado Carlos Alberto Defaveri, responsável pela DP Campestre da Serra.

 

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