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Pecuaristas dos Campos de Cima da Serra são pioneiros na implantação de Boas Práticas Agropecuárias

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Sete propriedades criadoras de gado de corte nos Campos de Cima da Serra foram as primeiras da região Sul do país a receber atestados de adequação ao programa de Boas Práticas Agropecuárias (BPA), desenvolvido em âmbito nacional pela Embrapa, em parceria com diversas entidades.

A entrega ocorreu na última sexta-feira, dia 24, no Parque de Rodeios Nicanor Kramer da Luz, em Vacaria, e contou com a presença do coordenador nacional do programa, Ezequiel do Valle, da Embrapa Gado de Corte (MS), do coordenador para a região Sul, Sérgio Silveira Gonzaga, do chefe geral da Embrapa Pecuária Sul (Bagé), Alexandre Varella, do gerente regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Neuri Frozza, do prefeito de Vacaria, Elói Poltronieri, de técnicos da Emater/RS-Ascar, representantes de entidades envolvidas no projeto e pecuaristas.

A entrega dos atestados é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de quatro anos, que iniciou com 14 propriedades, mas devido às dificuldades que surgiram no caminho (de sucessão familiar, problemas de saúde, entre outros), foi concluído com sete – Fazenda Clarice, Cabanha Santa Lucia, Cabanha do Capão Alto, Cabanha Sobradinho, Fazenda Três Pinheiros, Fazenda Pedras Brancas, Fazenda Vista Alegre. A adesão foi voluntária.

“Os produtores vislumbraram melhorias com a implantação do programa e aderiram”, explica Gonzaga.

As Boas Práticas Agropecuárias consistem em um conjunto de normas e procedimentos a serem observados para tornar os sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis. Envolve 11 pontos de controle e 129 itens que fazem parte de uma lista de verificação, compreendendo requisitos de gestão, sanidade, ambientais e trabalhistas, entre outros.

A partir de um diagnóstico realizado nas propriedades para identificar as melhorias necessárias, os produtores contaram com assistência técnica, capacitações e a incorporação de procedimentos e tecnologias em BPA para a adequação dos sistemas de produção. Conforme o índice de conformidade com os itens obrigatórios, recomendáveis e altamente recomendáveis, as propriedades são enquadradas nas categorias Bronze, Prata ou Ouro.

As propriedades que receberam os certificados, válidos por 2 anos, possuem diferentes especialidades (carne, genética, confinamento), fazem parte do Clube de Integração e Troca de Experiências (Cite 120) e da Associação dos Produtores Rurais dos Campos de Cima da Serra (Aproccima) e estão localizadas nos municípios de Vacaria, André da Rocha, Campestre da Serra e Bom Jesus. Conforme o coordenador nacional, a incorporação das BPA à rotina das propriedades traz ganhos da porteira para dentro, neste primeiro momento, mas que podem se estender da porteira para fora. “Esse é o primeiro passo para a certificação e a formação de alianças mercadológicas”, destaca do Valle.

Para Frozza, as BPA se fazem cada vez mais necessárias, inclusive em outras cadeias produtivas. “É importante que toda a cadeia seja honesta no processo”, declara.

O presidente da Aproccima, Carlos Simm, concorda que as cadeias produtivas precisam estar organizadas e ter todos os elos fortes, por isso a associação está exigindo as boas práticas dos frigoríficos e levando o Programa de Alimento Seguro para o varejo.

“A carne com qualidade chega ao consumidor porque cada um fez a sua parte”, salienta.

Ele lembra que a implantação das BPAs não foi fácil, foram muitos os desafios, “mas hoje estamos colhendo o que plantamos, estamos evoluindo e fazendo a diferença e não vamos parar por aqui”.

Para Gonzaga, a organização dos produtores foi fundamental. “Uma das lições que se tira desse Programa é a importância do associativismo, da relação interpessoal dos envolvidos”, afirma.

Segundo Varella, esse trabalho está servindo de exemplo e outros grupos e associações de produtores do estado já demonstraram interesse em aderir. Para esses produtores, o coordenador nacional do programa trouxe uma boa notícia, de que a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República está trabalhando na construção de uma linha de crédito com baixa taxa de juros e limite de até R$ 3 milhões por propriedade, a fim de facilitar a adequação ao Programa de Boas Práticas Agropecuárias.

 

Crédito: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional de Caxias do Sul

 

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