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Pais argentinos doam pulmões para filha

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A estatística de que 30% das pessoas com fibrose cística morrem antes de chegar na adolescência não limitou a família argentina Oviedo. Há quase um mês em Porto Alegre em busca de um transplante de pulmão para as filhas gêmeas, eles comemoram a cirurgia realizada em Maribel e aguardam um doador compatível para Marisol, ambas de 19 anos.

Com transplante proibido entre doadores vivos na Argentina, eles recorreram à Santa Casa de Misericórdia, único hospital na América Latina que realiza o transplante de pulmão deste tipo, para salvar a vida das filhas. A filha Maribel recebeu metade de cada pulmão dos pais, Ernesto e Mariana Oviedo. Já Marisol ainda precisa encontrar um doador compatível com algum parente. Do contrário, seguirá na fila de transplantes no país vizinho.

“Dificilmente pessoas com fibrose sobrevivem até a adolescência, somente cerca de 30%. Elas são vitoriosas. Essa doença faz com que o paciente tenha má absorção de nutrientes e não ganhe peso. Além disso, há tosse constante com secreção produtiva, pneumonias de repetição e bronquite crônica”, explica o diretor do Centro de Transplantes da Santa Casa, José Camargo.

Ainda debilitada após a cirurgia, Maribel não controla a emoção ao lembrar o ato de amor realizado pelos pais. “Eles me deram a vida pela segunda vez. Me sinto melhor, já respiro sem oxigênio, coisa que não lembro de ter feito na minha vida”, disse a jovem.

Ao lado da esposa e das filhas, Ernesto disse que já perdeu dois filhos em razão da mesma doença. “Desta vez, a história não se repetirá. Vê-la ela respirando sem sofrer vale todo o sacrifício e dá a certeza de que minha outra filha também será salva”, enfatizou.

 

Crédito: Correio do Povo/Wagner Machado

 

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