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Oferta da Oi para compra da TIM deve sair logo, diz fonte

 Oferta da Oi para compra da TIM deve sair logo, diz fonte
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A aprovação da venda dos ativos portugueses da Oi ao grupo francês Altice abre caminho para a realização de uma oferta pela TIM no curto prazo, disse uma fonte com conhecimento direto do assunto à Reuters.

Segundo a fonte, a melhora na situação financeira da Oi, após a venda, permitirá que o BTG Pactual, banco contratado no ano passado pela Oi, avance em uma oferta pela TIM em conjunto com a Claro e a Telefônica Vivo. Na quinta-feira (22), os acionistas da Portugal Telecom aprovaram a venda dos ativos portugueses da Oi por 7,4 bilhões de euros (em torno de R$ 22 bilhões), após uma longa e tensa assembleia marcada pela oposição de investidores minoritários.

“Qualquer oferta para consolidação vai ser bem pensada. E agora com a situação equacionada do ponto de vista financeiro, será possível implementar uma oferta pela TIM (…) Vai ser no curto prazo”, disse a fonte, sem mencionar valores.

Consolidação
A Claro já manifestou publicamente ter sido abordada pela Oi para uma oferta pela TIM. O presidente da empresa, Carlos Zenteno, afirmou em setembro que a empresa foi sondada pelo BTG para uma oferta e disse que a companhia estava aberta para “analisar oportunidades de consolidação no mercado”.

Representantes da Claro não puderam ser contatados de imediato para comentar o assunto nesta sexta-feira, após a venda dos ativos portugueses da Oi. A Telefônica Vivo não pode se pronunciar de imediato.

De acordo com a fonte, a operadora controlada pela espanhola Telefónica aguarda aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) da compra da GVT por 7,2 bilhões de euros, para poder manifestar seu interesse na compra da TIM. A compra da GVT foi acertada em setembro passado.

Uma vez que a operação de compra da GVT já foi autorizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no final de dezembro, não há impedimento para uma rápida aprovação por parte do Cade, disse a fonte.

Porém, o Cade aceitou em dezembro um pedido da TIM para ingressar como terceiro interessado no processo de análise da aquisição da GVT.

TIM e Oi, juntas no horizonte
A operadora TIM, controlada pela Telecom Italia, afirmou no pedido ao Cade que considera que a operação de compra da GVT apresenta risco de que um duopólio composto por Telefônica e Telmex (Grupo Claro) seja criado, consolidando dois grupos extremamente fortes no setor, e não três, como afirmaram Telefónica e GVT.

Na avaliação da TIM, Telefônica e Telmex competirão de forma desigual com a Oi.

O conselho da Telecom Italia pediu em novembro ao presidente-executivo, Marco Patuano, que examinasse viabilidade da própria TIM fazer uma associação com a Oi, em que o grupo italiano tenha fatia de 51% no grupo combinado.

Na véspera, o presidente da Anatel, João Rezende, avaliou que a venda dos ativos portugueses da Oi “vai ser muito boa para o mercado brasileiro”, já que a operadora poderia voltar o foco às suas operações e isso melhoraria a competitividade do setor.

Apesar do ceticismo do mercado sobre a capacidade financeira da Oi, a fonte afirmou que os R$ 22 bilhões que entrarão no caixa da empresa – com a venda dos ativos portugueses – serão suficientes para que a operadora participe de um processo de consolidação no Brasil. A Oi encerrou setembro com endividamento de cerca de R$ 48 bilhões.

A companhia ainda afirmou em comunicado que espera concluir a liquidação financeira do negócio com a Altice até o final do 1º semestre deste ano. A próxima reunião do conselho da Oi está prevista para a primeira semana de fevereiro.

 

Crédito: Terra

 

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