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Oasis volta a emocionar os cariocas depois de oito anos

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Meninas descabeladas e com lágrimas nos olhos, garotos suados e cheios de energias para pularem à vontade e um público mais adulto disposto a relembrar canções da adolescência. Havia de tudo um pouco, das mais variadas tribos, na platéia do Oasis na noite desta quinta-feira (07/05), no Citibank Hall Rio de Janeiro, palco do primeiro show da banda no Brasil pela turnê Dig Out Your Soul.

Como bons britânicos, Liam Gallagher (vocais), Noel Gallagher (guitarra e vocais), Andy Bell (baixo) e Gem Archer (guitarra) surgiram no palco às 22h, horário previsto para o início do show. E tão logo apareceram, a platéia vibrou com os primeiros acordes da música Rock and Roll Star. Era só o início de uma apresentação que faria muita gente viver vários tipos de emoção.

“Cheguei aqui ao meio-dia para conseguir esse lugar. Faltei o colégio e perdi o teste de física, mas não tem problema. Sou maluca, pirada por eles”, revelou a estudante Giovana Attayde, de 16 anos, espremida entre as grades que separavam a pista da área VIP.

Mesmo sendo transmitido ao vivo por um canal de TV fechada, o show reuniu 8.400 pessoas, lotação máxima da casa para o evento, de acordo com os organizadores. Entre os fãs estava Samuel Rosa, líder do Skank, que chegou a saudar o público no show de abertura, feito pela banda Cachorro Grande.

No palco, nada de cenário rebuscado. A cor preta dominava, acompanhada de jogos de luzes. Enquanto que na platéia, alguns vestiam camisas da seleção inglesa de futebol ou sacudiam bandeiras do Reino Unido. Outros seguravam cartazes com mensagens. Tudo para agradar os rapazes de Manchester que tocam no país pela quarta vez.

O vocalista Liam, que tem todo jeito de astro de rock and roll, com direito a feições fechadas e várias poses para as câmeras de TV, usava um longo casaco negro. Vez por outra ele aparecia tocando pandeiro para em seguida ser fotografado com o instrumento na boca. Outro detalhe que chamou a atenção foi o fato de Liam quase não tirar as mãos dos bolsos do casaco. Ele também não estava muito falante, mas trocou algumas palavras e gestos com o público.

Quando as luzes do palco do Citibank Hall ficaram vermelhas, The Meaning of Soul fez os fãs, que a esta altura já estavam bem animados, procurarem o melhor ângulo para acompanhar as performances da banda. Quem não tinha muita estatura, deu um jeito de subir nos ombros dos amigos para ver o Oasis de perto.

Liam parecia sentir o calor do público e da temperatura do Rio, pois a todo momento enxugava o suor com uma toalha. Enquanto o vocalista recuperava as energias, o irmão dele Noel assumiu o vocal em Waiting for the Rapture. Mais simpático, ele agradeceu a platéia pela presença e contou até uma piada.

“Obrigado, Rio de Janeiro! Fazia tempo que não nos víamos. Hoje estivemos na Praia de Copacabana e avistamos o Cristo Redentor, mas a estatua do Cristo está aqui no palco”, divertiu-se Noel, apontando para o operador da mesa de som da banda, que tem cabelos compridos e barba.

Os acordes pesados voltaram com Liam em Morning Glory, que fez com que os fãs voltassem a pular. O sucesso só não foi ainda maior porque a platéia não teve o seu pedido atendido, já que implorava por Live Forever, canção que ficou de fora do repertório do show.

Olhos mareados e histeria dominaram durante I’m Outta Time, que antecedeu dois antigos sucessos do Oasis: Wonderwall e Supersonic. Cantadas do início ao fim, elas elevaram o momento como um dos mais contagiante da apresentação. Algumas jovens mais sensíveis não agüentaram a emoção e precisaram ser socorridas inconscientes.

Depois de uma breve pausa para o tradicional bis, os jovens de Manchester voltaram ao palco para fechar o show com chave de ouro. E acertaram na retomada. O hit Don¿t Look Back in Anger continua na memória de muitos, e para o show no Rio foi acompanhado apenas por Noel no vocal e no violão. Bastava olhar para o lado e avistar mais adolescentes chorando.

Outras músicas muito aguardadas pelos fãs eram Champagne Supernova e I am the Walrus, que encerraram a apresentação para a saudade de muitos.

“Foi inesquecível, maravilhoso, mesmo eles não cantando Live Forever. Não tem importância. Vai ser difícil dormir esta noite”, previa Amanda Benites, de 18 anos.

Liam ainda teve tempo de pegar uma bandeira do Brasil e colocá-la na cabeça por alguns segundos. Antes de deixar o palco, Noel aplaudiu o público e foi o último a sair. Cheia de disposição para mais rock and roll, parte da platéia cantou por alguns instantes Live Forever, mas as luzes da casa de show acenderam, era fim de festa e hora de ir pra casa.

O Oasis segue para São Paulo, onde faz show no próximo sábado. No dia 10 será a vez de Curitiba e na terça-feira (12/05) a banda toca em Porto Alegre.

Confira o setlist

Rock and Roll Star
Lyla
Shock of the Lightning
Cigarettes and Alcohol
Meaning of Soul
To Be Where There¿s Life
Waiting For The Rapture
The Masterplan
Songbird
Slide Away
Morning Glory
Ain’t Got Nothing
Importance of Being Idle
I’m Outta Time
Wonderwall
Supersonic

 

Crédito: Terra

 

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