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No último debate, Tarso e Sartori trocam acusações e propostas

 No último debate, Tarso e Sartori trocam acusações e propostas
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O último debate entre os candidatos ao governo do Estado, relizado nesta quinta-feira (23), foi marcado por trocas de acusações e propostas. No encontro, promovido pela RBS TV, Tarso Genro (PT) e José Ivo Sartori (PMDB) discutiram sobre a dívida pública, falaram da polêmica envolvendo o piso dos professores e acerca das propostas durante a campanha eleitoral.

Primeiro bloco

O primeiro bloco do programa teve perguntas com tema livre. Tarso Genro questionou José Ivo Sartori sobre plano de cortes do orçamento público. Sartori afirmou que gostaria de saber aonde foram parar os saques dos depósitos judiciais e de empréstimos feitos pelo atual governo. O petista afirmou que os dados estão disponíveis e que os recursos foram usados para investimento na qualidade da máquina pública.

Sartori questionou sobre a negociação da dívida do Estado com a União. O petista disse que encaminhou um acordo, e defendeu investimentos em saúde, educação e investimentos no Rio Grande do Sul. O peemedebista afirmou que Tarso não resolveu o problema em 12 anos, desde que o PT assumiu o governo federal.

“O senhor não quer responder por uma tática política de não fazer propostas”, disse Tarso.

Tarso também questionou Sartori sobre a dívida, que respondeu que é preciso diminuir a prestação paga à União, e que aposta na sensibilidade dos senadores para dar um ganho de causa. Tarso disse que a situação só foi encaminhada por ele.

“O senhor gosta de atirar para os outros aquilo que não consegue resolver, é sempre culpa do passado”, afirmou Sartori.

Sartori perguntou sobre promessas não cumpridas na área da Saúde, Tarso disse que não conseguiu executar todo o seu programa porque dependia da articulação com municípios, mas garantiu que fez mais do que os últimos governos. O peemedebista citou ações em Caxias do Sul, onde atuou como prefeito, como ações de diminuição da mortalidade infantil. Tarso disse que defende o Mais Médicos.

Segundo bloco

No segundo bloco, com temas pré-definidos, Sartori questionou sobre controle à corrupção, citando desvios na Petrobras, Mensalão e investigações no Pronaf no Rio Grande do Sul. Tarso citou o Degecor, um departamento criado para fiscalizar irregularidades. O peemedebista perguntou sobre a visão de Tarso sobre companheiros de partido envolvidos em corrupção. O petista citou membros do PMDB envolvidos em acusações.

Sobre segurança, Tarso pediu a opinião de Sartori sobre o policiamento comunitário. Ele disse que o modelo teve êxito em Caxias do Sul, mas citou a sensação de insegurança na população, citando dados de aumento da criminalidade.

Ao falar sobre o custo da folha de pagamento, Tarso disse que aumentou os gastos porque encontrou servidores com salários muito baixos, e que trabalha pela valorização dos funcionários públicos. Sartori se voltou aos professores dizendo que Tarso criou o piso do magistério e não cumpriu, pedindo desculpas sobre qualquer desentendimento durante a campanha. Tarso citou a ironia de Sartori sobre buscar o piso no “Tumelero”, que ganhou repercussão nos últimos dias.

Ao falar novamente sobre a dívida pública, Sartori voltou a citar a demora na negociação dos valores. “O Tarso vive em devaneio permanente”, afirmou. Tarso respondeu: “o senhor deveria respeitar mais o governador que fez o movimento (renegociação)”.

Nas considerações finais, Tarso pediu que o eleitor avalie seu governo. “Eu represento aqui, politicamente, o presidente Lula e a presidente Dilma, os investimentos que dobraram a renda dos gaúchos em relação ao restante do País”.

Sartori falou que está na hora de mudar, que tem experiência e sabe fazer o que o Estado precisa. “Sei liderar um processo para colocar o Rio Grande onde ele merece ir e recuperar a autoestima das gaúchas e dos gaúchos.”

 

Crédito: ClicRBS

 

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