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No ano da volta por cima, Adriano fica com a Bola de Ouro

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O Imperador voltou. O canto entoado pela torcida do Flamengo durante todo o Campeonato Brasileiro foi mais do que correspondido dentro de campo.

Artilheiro do Brasileirão ao lado de Diego Tardelli, do Atlético-MG, com 19 gols, Adriano decidiu uma série de partidas para o time rubro-negro e foi um dos jogadores mais decisivos da competição. Ganhou sua Bola de Prata com tranquilidade, sem ser muito ameaçado pela concorrência, e levou também a Bola de Ouro, à frente do companheiro de time, o meia Petkovic.

“Todos conhecemos o Adriano, hoje é dia de festa e ele foi na comunidade festejar com os amigos. Mas ele está muito orgulhoso”, comentou Gilmar Rinaldi, empresário, que recebeu a Bola de Ouro, a Bola de Prata (por melhor atacante) e o prêmio de Artilheiro em nome do jogador. Adriano foi o único ausente na cerimônia realizada no Museu do Futebol, em São Paulo.

“Não tenho a resposta (sobre Adriano ficar ou não no Flamengo). O Adriano voltou a ser o Adriano porque encontrou a felicidade. O Flamengo soube tratar o Adriano do jeito Adriano de ser.”

Tão importante quanto Petkovic para o Flamengo na campanha do hexa, o atacante Adriano também voltou à Gávea após sete anos em meio a muitas dúvidas sobre seu futebol. A contratação do Imperador foi anunciada no início de maio, pouco antes da primeira rodada do Brasileirão, e apenas alguns dias depois de o próprio jogador ter convocado uma entrevista coletiva anunciando sua pretensão de “dar um tempo” no futebol e ficar mais próximo aos familiares e amigos no Rio de Janeiro. Mas o Flamengo o seduziu.

“Já estou muito feliz em estar aqui, ao lado de pessoas que me viram crescer, e sempre tive essa vontade de voltar ao Flamengo”, afirmou na primeira coletiva de volta ao clube. “Reconquistei essa felicidade que tinha perdido e isso me motiva para dar o máximo no clube que amo. Estou parado há um mês e preciso recuperar minha forma física ideal.” Adriano havia se desligado da Internazionale (ITA) em abril e se espelhava no sucesso do amigo Ronaldo, que brilhou no Corinthians no primeiro semestre deste ano. Pois a inspiração no Fenômeno fez do Imperador o mais decisivo jogador do Flamengo no Campeonato Brasileiro.

Foram 19 gols que o levaram à artilharia máxima da competição, ao lado de Diego Tardelli (Atlético-MG). A estreia de Adriano aconteceu na quarta rodada, no dia 31 de maio, e levou mais de 68 mil torcedores ao Maracanã para assistir à vitória do Flamengo sobre o Atlético-PR por 2 a 1. Mesmo ainda longe da condição física ideal, o Imperador disse a que veio logo no primeiro minuto do segundo tempo – e marcou seu primeiro gol no Brasileirão.

Na goleada por 4 a 0 sobre o Internacional, em 21 de junho, Adriano fez três gols no primeiro tempo – um de falta e um de pênalti – e caiu de vez nas graças dos rubro-negros. No dia 12 de julho, Adriano marcou contra o ex-clube, o São Paulo, de pênalti, no empate por 2 a 2. Em 15 de julho, a derrota do Flamengo por 2 a 1 para o Palmeiras teve um gol de Adriano, de pênalti. Em 19 de julho, empate por 2 a 2 com o Botafogo – e um gol do Imperador.

Mas, assim como Petkovic, o atacante teve problemas com o técnico Cuca e só começou a crescer a partir do momento em que Andrade assumiu o comando da equipe. Na estreia do treinador até então “interino”, em 26 de julho, contra o Santos, vitória por 2 a 1 e mais um gol de Adriano. Até o fim do campeonato, o Imperador ainda marcaria contra Goiás (1), Corinthians (1), Sport (2), Coritiba (1), Fluminense (2), Botafogo (1), Santos (1), Atlético-MG (1) e Náutico (1).

Com números tão robustos, os constantes atrasos e faltas em treinamentos e mesmo o mal explicado episódio da queimadura no pé que afastou Adriano da partida decisiva contra o Corinthians (vitória por 2 a 0 em Campinas) são quase irrelevantes. Sem o Imperador, o Flamengo não teria a mesma força no Brasileirão. “As pessoas falam muito, inventam muita coisa, mas tem muita mentira no meio dos boatos. A verdade é que me encontrei de novo aqui no Flamengo e estou feliz.” A nação rubro-negra também, Imperador.

 

Crédito: ESPN

 

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