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Nico abandona, Hamilton vence em Cingapura e retoma ponta do Mundial

 Nico abandona, Hamilton vence em Cingapura e retoma ponta do Mundial
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Na noite de Cingapura, a sorte iluminou Lewis Hamilton e deixou Nico Rosberg às escuras. Com problemas no câmbio de sua Mercdees, o alemão ficou parado no grid na saída para a volta de apresentação e precisou largar do pit lane. Na corrida, o drama de Rosberg persistiu: ainda com problemas, arrastava-se na pista e mal conseguia acompanhar os últimos colocados. No primeiro pit stop, o câmbio travou de vez e ele precisou abandonar. Dos boxes, assistiu a Hamilton vencer pela sétima vez no ano e lhe tomar a liderança do Mundial de Pilotos. Restando apenas cinco etapas para o fim da temporada, o inglês chegou aos 241 pontos, enquanto Rosberg ficou parado nos 238.

Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo, da RBR, completaram o pódio, seguidos de perto por Fernando Alonso. Felipe Massa terminou em quinto, enquanto seu companheiro de Williams, Valtteri Bottas terminou apenas em 11º.

Mas não pense que Hamilton teve vida fácil sem a presença de Nico na pista. O britânico liderava a prova com tranquilidade, mas a entrada do safety car na metade da prova quase mudou a história da corrida. Enquanto alguns pilotos aproveitaram a paralização para fazer um pit stop e outros tinham usado os dois tipos de pneus e poderiam ir até o final, Lewis só havia utilizado os supermacios e precisaria fazer mais uma parada.

A corrida: Rosberg fica parado no grid
O drama de Rosberg começou antes mesmo da largada. Durante as voltas de instalação, o alemão teve problemas no câmbio – não conseguia encaixar algumas marchas. Depois de passar nos boxes, alinhou no grid e os mecânicos continuaram desesperadamente tentando resolver o problema. Em vão, o carro de Nico ficou parado enquanto os demais saíram para a volta de apresentação. Rosberg foi empurrado para os boxes, trocou o volante e largou do pit lane, em último. Outro que viveu um drama antes do início da prova foi Kobayashi. A Caterham do japonês apresentou um problema na pressão do óleo e teve um princípio de incêndio.

Com a vida facilitada sem o principal rival ao lado, o pole Hamilton não teve dificuldades para manter a primeira posição. As RBR largaram mal e Alonso acabou tomando a frente de Vettel e Ricciardo, mas o espanhol retardou tanto a freada que passou reto. Antes mesmo de ser investigado, o piloto da Ferrari devolveu a posição para Vettel, mas não para Ricciardo. A direção de prova, porém, decidiu não aplicar nenhuma punição.

Partindo em quinto em razão do problema de Nico, Massa chegou a ser superado por Raikkonen e pelos pilotos da McLaren, mas Magnussen e Button acabaram se estranhando ainda na primeira volta e o brasileiro recuperou duas posições, ficando em sexto. Bottas completou a primeira volta em oitavo.

Hamilton liderava com tranquilidade com sete segundos de vantagem para Vettel, que era seguido por Alonso, Ricciardo, Raikkonen e Massa. Já Rosberg seguia com problemas no câmbio. Suas marchas pulavam inesperadamente. O alemão virava na casa de 1m58s, contra 1m53s dos líderes, e tinha dificuldades até para acompanhar os carros das equipes nanicas. Em 10 voltas, Nico havia deixado para trás apenas a Marussia de Chilton, e se encontrava na 20ª colocação.
Massa abriu os trabalhos nos pits entre os ponteiros na 11ª volta. Raikkonen e Bottas foram para os boxes na volta seguinte. A Williams fez um bom trabalho com o brasileiro, que ganhou a posição do finlandês da Ferrari. Já Bottas ganhou a sétima colocação de Button, o que mais demorou a parar.

Rosberg não consegue sair dos boxes e abandona
Arrastando-se na pista, Rosberg foi para os boxes na 16ª volta e trocou o volante, na esperança de resolver o problema no câmbio. Mas nada está tão ruim que não possa piorar. O alemão não conseguiu sequer sair do neutro e precisou abandonar a corrida. Na 22ª volta, outro a abandonar foi Gutiérrez, com uma pane elétrica no motor de sua Sauber.

A segunda rodada de pit stops começou na 23ª volta. A principal mudança ficou por conta de Alonso, que ganhou a segunda posição de Vettel nos boxes. Hamilton seguia líder com folga. Ricciardo era o quarto, enquanto Button, que tentava uma estratégia de uma parada a menos, vinha a seguir. Massa aparecia em sexto, acompanhado por Raikkonen, Bottas, Vergne e Magnussen.

Safety Car entra na pista e quase muda história da corrida
Na 31ª volta, o safety car, tradicional nos GPs de Cingapura, precisou ser acionado. Pérez tentou ultrapassar Sutil, foi tocado pelo alemão da Sauber e quebrou o bico. Pedaços da asa dianteira da Force India ficaram na pista, forçando a entrada do carro de segurança. Alonso, Button e Raikkonen aproveitaram a parada na prova para fazer mais um pit stop. Já Hamilton, Vettel, Ricciardo, Massa e Bottas preferiram seguir na pista.

A classificação da corrida neste momento era: Hamilton, Vettel, Ricciardo, Alonso, Massa, Bottas, Button, Raikkonen, Vergne e Magnussen. Em uma relargada sem incidentes, as posições no pelotão dianteiro não foram alteradas.
Ainda precisando fazer mais um pit stop, Hamilton começou a pisar fundo para tentar abrir vantagem e não ser surpreendido pelos rivais que trocaram os pneus durante o safety car e pelos outros que já haviam usado os dois compostos. Por volta, o inglês virava cerca de 2s5 mais rápido que os adversários, rapidamente abrindo uma grande margem na liderança.

Em dez voltas após a relargada, Hamilton abriu 18s de vantagem sobre o segundo colocado Vettel, diferença ainda insuficiente para fazer um pit stop e retornar na liderança. Caso parasse nos boxes nesse momento, ele retornaria em quarto, atrás também de Ricciardo e Alonso. Quinto, Massa tentava economizar pneus para ir até o fim sem fazer outro pit stop. Seu parceiro Bottas vinha logo atrás.

Conforme seus pneus desgastavam, a diferença que Lewis abria por volta caía cada vez mais. O desafio do piloto era conseguir abrir cerca de 30s, margem segura para retornar à frente do alemão da RBR.

Hamilton para no box e volta atrás de Vettel
Com pneus em frangalhos, o inglês precisou parar na 52ª volta e colocou um jogo de compostos macios. A Mercedes fez um bom trabalho nos boxes e ele voltou atrás apenas de Vettel, logo à frente de Ricciardo e Alonso.

Agora com pneus novíssimos, Lewis rapidamente colou em Vettel, que a essa altura tinha compostos muito desgastados. Na abertura da 54ª volta, o britânico deu o bote e retomou a liderança da corrida. Mais atrás, Massa tinha a vida facilitada por Bottas, que segurava um trenzinho formado por Raikkonen, Hulk e Vergne. Enquanto isso, a McLaren de Button dava pane e deixava o piloto na mão.

Com a pista livre, Hamilton abriu vantagem. Mais longa corrida da temporada, a prova precisou terminar com uma volta a menos, por ter estourado o limite de tempo de duas horas, em razão da entrada do safety car. O inglês recebeu a quadriculada 13s antes de Vettel e Ricciardo, que conseguiram segurar a pressão de Alonso, e fecharam o pódio. Massa conseguiu a façanha de administrar os pneus e levá-los até o fim e cruzou em quinto. Já Bottas tentou enquanto pôde, mas não foi capaz de segurar a sexta posição e na última volta arrastou-se até a bandeirada, sendo superado por Vergne, Pérez, Raikkonen, Hulk e Magnussen, fechando em 11º.

 

Crédito: Globo

 

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