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Nando Reis fala de amor em novo CD; leia a entrevista

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Aos 46 anos, o ex-Titãs Nando Reis lança seu novo álbum, chamado Drês, que tem como foco o assunto mais recorrente no mundo da música: o amor. No entanto, para quem se acostumou com as baladas conduzidas pelo violão do compositor irá notar que essas canções perderam algum espaço no novo disco.

Com letras mais viscerais e alguns riffs que até lembram Neil Young, Drês aborda temas como a ex-namorada de Nando (Adriana – daí o nome do disco Dri + Três), sua filha Sophia em Só Pra So e a perda de sua mãe em Conta. Em entrevista ao Terra, Nando afirma que a combinação deu certo. “Certas sensações precisam ser expressas de uma forma urgente. O rock é uma boa escolha”, explica.

Confira a entrevista na íntegra

Como foi a gravação deste disco?
Meu último CD saiu em 2006 e eu estava louco pra gravar esse disco. Adoro entrar em estúdio e já tinha muitas músicas novas. Já tinha até idéia desse nome Drês para o álbum.

Como surgiu o nome Drês?
Drês é uma fusão da palavra “Dri”, minha ex-namorada e “três”. Muitas dessas músicas foram feitas para ela. Cheguei a pensar em fazer um disco com uma narrativa dessa história, mas isso acabou perdendo o sentido. As coisas mudaram e eu escolhi as melhores para fazer esse disco. Gosto dessa palavra inventada, enigmática.

De onde veio o peso das guitarras?
Isso se deve muito aos anos de banda com os Infernais. O guitarrista Pontual ser o produtor do disco junto comigo também influenciou. Foi nossa intenção chegar nesta sonoridade e buscar enfatizar diferentes aspectos do nosso vocabulário. Acho que ficou ótimo, é um repertório que permite isso. Há músicas com essa mão mais acentuada e pesada e outras não, com voz e violão.

Para você, essa mistura deu certo?
Faz todo o sentido. Combina. Certas sensações precisam ser expressas de forma urgente. O rock é uma boa escolha.

E a capa do álbum? O coração alfinetado faz parte de todo este conceito?
Quem fez a arte foi o Sesper, que também é músico e toca no Garage Fuzz. A gente conversou, ele ouviu o disco e a gente tabelou. Gosto das pessoas que participam, trabalham em conjunto e mostram sua própria interpretação. Acho perfeita a escolha das cores e essa história do coração perfurado. Fica como um ícone do disco.

Há quem diga que algumas levadas possam lembrar Neil Young. Gosta dessa comparação?
Isso é um tremendo elogio. Sou muito fã dele, mas não ouço discos pra me inspirar. Permanentemente músicas me inspiram, conheço bem o trabalho dele, mas quando saiu o Fork In The Road esse disco já estava gravado.

E a Ana Cañas, como conheceu o trabalho dela?
Conheci a Ana no ano passado quando cantamos juntos. Adorei ela, gostei da voz e do astral.

Seu site está muito bem abastecido, você já lançou o disco digitalmente e tem mexido com algumas ferramentas na internet. A rede é um caminho sem volta?
Sem dúvida. Bons caminhos não têm volta. A gente vai andando até essas encruzilhadas para chegar em outro lugar. Não tem volta mesmo.

E a música brasileira? Gosta dela no geral?
Música brasileira sempre foi rica e teve coisas acontecendo. Não gosto muito de opinar pois tenho uma relação diferente com a música. Sendo músico, eu detesto falar como seu eu tivesse algum tom de autoridade. Eu gosto do que gosto.

O resultado de Drês te agradou?
Eu chapei. Amo o que faço. Quando estou gravando, tento fazer aquilo que sou no mais alto grau da minha contemporaneidade. Adoro gravar discos e tocar na banda. Fico freneticamente ouvindo até que saio para partir para outro ciclo. Tem um certo momento que essa audição já está muito envolvida com a criação. Não fico me admirando, mas eu gosto da música que faço.

 

Crédito: Terra

 

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