• TEL: (54) 3231.7800 | 3231.7828 (PEDIDOS DE MÚSICAS)

MPF pede anulação da redação do Enem por vazamento do tema

 MPF pede anulação da redação do Enem por vazamento do tema
Digiqole ad

inistério Público Federal (MPF) no Piauí está pedindo, em ação civil pública na Justiça Federal, a anulação da 2ª fase do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e a aplicação de nova prova. O motivo é o vazamento do tema da redação para alunos, constatado pela Polícia Federal em pelo menos quatro Estados: Piauí, Paraíba, Ceará e Maranhão.

O procurador da República, Kelston Lage, responsável pela  ação, disse aoTerra não ser possível determinar quantas pessoas tiveram acesso antecipadamente ao tema, sendo necessária a realização de nova prova para garantir o princípio da igualdade de disputa. “À PF, quatro estudantes confessaram terem recebido a prova por WhatsApp e repassado para outros grupos no aplicativo. Por isso, não se tem a dimensão do vazamento”, explicou.Em liminar, o MPF também requereu à Justiça que suspenda imediatamente as etapas seguintes a aplicação da prova: inscrição no SISU, matrículas nas Universidades que adotam o Enem como sistema único de classificação e torne sem efeito as notas gerais divulgadas no dia 13 de janeiro de 2015. Foi solicitada ainda a aplicação de multa em caso de descumprimento da decisão. 

Ele conta ainda ter sido comprovado que houve tempo hábil para preparar a redação antecipadamente. “O que chamou a atenção é que um aluno foi flagrado, durante a realização da prova, na cidade de Timon (MA), com a cola da redação pré-elaborada. Ou seja, ele teve tempo de fazer a cola em casa, com antecedência”, relatou Lage.

Durante as investigações, em resposta ao MPF, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), responsável pela gestão e divulgação do Enem, apresentou nota técnica na qual admite ter havido a abertura dos malotes contendo as provas nos Estados do Piauí, Paraíba e Ceará duas horas antes do horário estipulado no procedimento operacional padrão.

O procurador acredita ser necessário aumentar a fiscalização sobre a aplicação da prova: “não é a primeira vez que acontece essas fraudes no Enem”.

 

Crédito: Terra

 

Digiqole ad

Relacionados

Open chat