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MP do Paraná investiga morte de bebê após hospital pedir R$ 65 mil por vaga

 MP do Paraná investiga morte de bebê após hospital pedir R$ 65 mil por vaga
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O Ministério Público (MP) do Paraná investiga a morte de um bebê de 47 dias em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Curitiba. Segundo os pais, a criança morreu após esperar durante seis horas por uma vaga de UTI na rede hospitalar da capital paranaense. Numa das tentativas de internamento, um hospital particular teria pedido um depósito de R$ 65 mil para receber a criança. De acordo com o MP, a prática configura crime. Em casos de atendimento de urgência, é ilegal a exigência de qualquer tipo de garantia financeira.

O caso ocorreu durante a madrugada da última sexta-feira (16). Após o menino Davi Luccas Alves apresentar complicações respiratórias, o pai, Eduardo Alves, acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O bebê, que nasceu prematuro, recebia tratamento pulmonar desde o nascimento.

Eduardo relata que os socorristas fizeram contato com ao menos três hospitais públicos à procura de uma internação, mas nenhum tinha vaga em UTI. O menino foi levado então para o setor de emergência da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Boa Vista, onde recebeu os primeiros atendimentos.

O único leito de UTI encontrado foi no Hospital Vita, uma instituição particular. Segundo os pais, este hospital teria exigido dez cheques de R$ 6,5 mil, referente a dez diárias, como caução para o internamento.

No início da manhã, foi liberada uma vaga na UTI do Hospital do Trabalhador. A ambulância chegou a encostar em frente à UPA para realizar a transferência, porém a criança morreu após duas paradas cardiorrespiratórias decorridas de uma bronquiolite viral. Os médicos acreditam que ele aspirou alguma secreção para os pulmões.

“É uma sensação de impotência muito grande. A gente sente como se quem não tivesse dinheiro não tivesse direito a nada”, diz Eduardo Alves. O pai marcou pela internet um protesto em Curitiba e em Londrina para o próximo sábado (24). “Apesar da dor, nossa família não deixará que isto seja só mais uma estatística.”

A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba informou que a equipe da UPA do Boa Vista realizou os primeiros atendimentos, mas que estes foram insuficientes. Segundo o órgão municipal, um helicóptero chegou a ser disponibilizado para a transferência de Davi para o Hospital do Trabalhador, mas o bebê não estava estabilizado para remoção.

 

Crédito: UOL

 

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