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Mortes por Aids no RS superam dobro da média nacional, diz ministério

 Mortes por Aids no RS superam dobro da média nacional, diz ministério
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Uma pesquisa realizada no Rio Grande do Sul tenta responder por que a incidência de Aids no Rio Grande do Sul equivale ao dobro da média nacional, como mostra reportagem do Teledomingo, da RBS TV (confira no vídeo acima). O estudo foi motivado por dados do Ministério da Saúde, segundo os quais cerca em 30 anos cerca de 25 mil pessoas morreram vítimas da doença no estado.

O estudo foi comandada pela médica infectologista Cynara Nunes, da Santa Casa de Porto Alegre. A especialista pesquisou pacientes da capital gaúcha, e explica que o subtipo “C” é a variação do vírus HIV que predomina na Região Sul do Brasil e tem origem em países do leste africano. Diferente do chamado subtipo “B”, que teria chegado primeiro aos Estados Unidos, para depois se instalar em estados do sudeste brasileiro. Existe variação também na forma de contágio entre as duas variedades. “O subtipo B foi associado à prática de sexo anal, enquanto o subtipo C é mais associado à prática de sexo vaginal”, explica Cynara.

A infectologista explica que na hora do tratamento, os vírus se comportam da mesma forma. Tanto as pessoas que tinham o subtipo B, quanto as que contraíam o C iniciavam que iniciavam a terapia antirretroviral evoluíam bem aos seis meses de profilaxia.
A conclusão da pesquisa é que o vírus que circula no Rio Grande do Sul não é mais agressivo. O resultado foi publicado neste mês pelo Instituto de Medicina Tropical de São Paulo. “O que a gente viu é que a progressão entre as pessoas de diferentes subtipos era igual, ou seja, o C não é mais forte”, afirma a médica.

ença pode estar no tempo que os pacientes levam para buscar tratamento. A pesquisa revelou que quando os homens descobrem que estão com HIV, a doença já está em estágio mais avançado. Isso indicaria também que eles demoram mais para procurar o serviço de saúde do que as mulheres, o que pode sinalizar também o motivo de as mortes estarem mais entre os homens no Rio Grande do Sul.

As mortes acontecem principalmente porque as doenças se aproveitam da fragilidade do organismo, já que o vírus ataca as células que protegem o corpo. Uma das doenças mais perigosas para isso é a tuberculose.
“O Rio Grande do Sul tem uma maior incidência de tuberculose, então o somatório com o HIV faz com que aconteçam mais óbitos. É um fator que contribui para esta alta mortalidade”, diz Cynara.

Para o representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP), José Hélio Costalunga de Freitas, o problema da Aids não é uma questão individual. “É um problema também social, que é o do estigma do preconceito”, afirma.
Freitas vive com Aids há 28 anos. Para ele, pouco se evoluiu nas últimas três décadas. Para ele, a atenção básica da saúde pública é sucateada e não atende toda a população. “Temos um serviço secundário e especializado que também está sucateado não só em equipamentos, mas em recursos humanos. E isso é sinal de falta de investimentos na saúde”, alega.

O médico infectologista Ricardo Kuchenbecker coordena uma força tarefa que começa a traçar estratégias para frear a epidemia no estado e afirma que o trabalho começa com atraso. “O gaúcho da Região Metropolitana não usa mais ou menos preservativos que o morador de Florianópolis, de Salvador, por exemplo. Mas o sistema de saúde daqui está perdendo oportunidades de acessar este indivíduo do ponto de vista de mensagem de prevenção, e isso que faz a diferença”, afirma.

A Secretaria Estadual da Saúde reconhece que o estado investiu pouco na prevenção e tratamento da Aids nos últimos anos. Segundo a pasta, a prioridade é multiplicar o acesso ao chamado teste rápido, que identifica em poucos minutos se a pessoa está ou não infectada.

“No posto de saúde, na estratégia de saúde da família que está mais próxima à casa da pessoa, onde muitas vezes a pessoas conhece o agente comunitário de saúde, se tem uma duvida, vai lá, pergunta, conversa, encaminha e faz esse teste que hoje é de acesso rápido”, recomenda o diretor adjunto do Departamento de Ações em Saúde, Ricardo Brasil Charão.

 

Crédito: ClicRBS

 

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