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Mar de Nova York subirá o dobro que no resto dos EUA

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O nível do mar ao redor da cidade de Nova York e de boa parte do nordeste americano vai subir duas vezes mais do que em outras partes dos Estados Unidos ainda neste século, de acordo com novos modelos climáticos. Causado por mudanças na circulação oceânica, o rápido aumento do nível do mar vai representar um maior risco de furacões e súbitas tempestades de inverno, segundo pesquisadores.

“Algumas partes da baixa Manhattan estão apenas 1,5 metro acima do nível do mar”, disse o principal autor do estudo Jianjun Yin, que faz modelagens climáticas na Universidade Estadual da Flórida. “Uma elevação de 20 centímetros seria uma ameaça a essa região.”

No entanto, o mar que banha áreas de Nova York, Boston e Washington, D.C., vai subir entre 36 e 51 cm até 2100, de acordo com o estudo publicado no periódico online Nature Geoscience. Outras cidades dos EUA, como Miami e São Francisco, têm previsão de um aumento do nível do mar de apenas metade desses valores.

Uma corrente do Golfo mais fraca?
A razão para o mar do nordeste americano subir desproporcionalmente está nas forças que geram a corrente do Golfo no Atlântico Norte, que, segundo projeções, irão enfraquecer nas próximas décadas.

Novos modelos climáticos prevêem que o aquecimento global vai reduzir a descida da água fria que movimenta a corrente do Golfo. Como resultado, o fundo do oceano vai começar a esquentar no Atlântico Norte, disse Yin. Com o aquecimento da água ao redor da corrente, há uma expansão de seu volume, contribuindo para o aumento do nível do mar já causado por fatores globais como o derretimento de calotas polares e icebergs, relata o estudo.

Um Ártico sem gelo até 2100?
Além desses fatores globais, há um oceano Ártico que parece estar derretendo rapidamente, disse Julien Boe, pesquisador pós-doutorando da Universidade da Califórnia em Los Angeles, em outro estudo climático na Nature Geoscience.

Após comparar uma série de modelos com observações empíricas, sua equipe prevê que o oceano Ártico não terá gelo nos meses de setembro até o final deste século. Esses estudos são vitais, dizem especialistas, porque oferecem aos cientistas uma idéia mais precisa de como diferentes regiões podem se preparar para potenciais perdas relacionadas ao aquecimento global.

“Em ambos os artigos”, disse Boe por e-mail, “o objetivo é avançar nas projeções de aspectos importantes da mudança do clima regional”.

 

Crédito: Terra

 

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