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Joaquim Barbosa se diz “honrado” ao confirmar saída do STF

 Joaquim Barbosa se diz “honrado” ao confirmar saída do STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, anunciou na tarde desta quinta-feira (29) a decisão de se aposentar no mês de junho, passando a presidência da mais alta Corte brasileira para Ricardo Lewandowski. Emocionado, Barbosa agradeceu aos colegas e disse que foi uma honra trabalhar no STF.

“Sinto-me deveras honrado de ter feito parte desse colegiado e de ter convivido com diversas composições na corte. Agradeço a todos”, afirmou o ministro, na abertura da sessão desta quinta no Supremo.

““Decidi me afastar do Supremo Tribunal Federal no fim deste semestre, no final de junho. Afasto-me não apenas da presidência, mas do cargo de ministro. Requererei o meu afastamento do serviço público após quase 41 anos”, disse.

A breve fala de Barbosa foi seguida por homenagens de demais membros da Corte. O ministro Marco Aurélio Mello disse que sentia pela saída do colega, mas que entendia as motivações.

“Lamento a saída de Vossa Excelência. Penso que devemos ocupar a cadeira até a undécima hora, mas compreendo”, afirmou Mello.

Na manhã de hoje, Joaquim Barbosa visitou Renan Calheiros em seu gabinete no Senado. Neste encontro, Barbosa se despediu do parlamentar e anunciou sua decisão de deixar a Suprema Corte.

De acordo com a lei brasileira, Barbosa só precisaria deixar a Corte quando completasse 70 anos. Ele tem 59 anos.

Especulações sobre candidatura
Após o anúncio da saída, aumentaram as especulações sobre a candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República. No entanto, na avaliação do advogado Antônio Augusto Mayer dos Santos, especialista em questões eleitorais, mesmo aposentado, Barbosa não poderá concorrer às eleições de outubro.

Segundo o jurista, a Justiça determina um prazo de seis meses para afastamento de magistrados que pretendem disputar as eleições.

Mensalão
Joaquim Barbosa assumiu a presidência do STF em novembro de 2012. O ministro ganhou notoriedade durante o julgamento do mensalão. Ele foi o relator do processo.

Nas sessões do julgamento, transmitidas pela TV Justiça, Barbosa protagonizou discussões acaloradas, principalmente com o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo.

 

Crédito: ClicRBS

 

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