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Hospital utiliza redes em UTI para ajudar bebês prematuros

 Hospital utiliza redes em UTI para ajudar bebês prematuros
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Uma experiência inovadora vem ajudando no desenvolvimento de bebês prematuros internados na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Universitário de Marília, interior de São Paulo. Além de todos os cuidados médicos dispensados aos prematuros, a equipe da UTI passou a utilizar redes de flanela colocadas dentro da incubadora.

Segundo a médica neonatologista Daniele Carvalho Garbelini, coordenadora técnica da UTI neonatal, a utilização das redes começou há dois meses e os resultados foram rapidamente visíveis. Os bebês ficam mais tranquilos, dormem mais e respondem melhor ao tratamento. “Como a rede é feita de flanela, ela envolve o bebê; e o bebê prematuro precisa desse amparo, precisa se sentir como se estivesse no útero, eles realmente ficam muito calmos”, disse a médica.

Daniele Garbelini explica que o bebê ficando mais calmo, tem um sono tranquilo e melhora o desenvolvimento cerebral. “Quanto mais sono e mais tranquilidade o prematuro tiver, melhor o ganho neurológico. E também evita intercorrências”.

A equipe da UTI neonatal conta que um dos primeiros bebês colocados na rede estava há mais de um mês na UTI e era o mais agitado e choroso. Depois de passar a utilizar a rede, o bebê se acalmou e passou a dormir melhor.

A médica conta que a ideia de implementar a rede no Hospital Universitário surgiu ao tomar conhecimento de que elas são utilizadas por algumas UTIs neonatais do Nordeste. A partir daí, a funcionária Maria Aparecida de Castro Boscateli, que também integra a equipe da UTI, confeccionou as redes.

A enfermeira Aline Marzola de Rezende, coordenadora da unidade neonatal do hospital, disse que é visível a evolução no quadro dos bebês com a utilização das redes. Inicialmente o ‘acessório’ só está sendo colocado para bebês que não necessitam de entubação, ou alguma forma de ventilação mecânica. Só aqueles que respiram sozinhos recebem o privilégio de dormir na rede de flanela.

A equipe da UTI neonatal afirma que tudo o que é feito para acalmar os bebês e melhorar o ganho estatural ajuda a acelerar a alta. Mesmo estando na incubadora os bebês têm contato com os pais. A médica Daniele Garbelini acredita que as redes também são positivas para bebês não-prematuros, já que o objetivo é que se sintam aconchegados e protegidos.

 

Crédito: Terra

 

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