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Hospital de Vacaria pode fechar UTI

 Hospital de Vacaria pode fechar UTI
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Preocupante. Assim é a atual situação dos hospitais gaúchos prestadores de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em Vacaria, não é diferente. O Hospital Nossa Senhora da Oliveira (HNSO), que dispõe de 70% de sua estrutura ao SUS, fechou o ano de 2015 com déficit operacional superior a R$ 2 milhões. O déficit é resultado do corte do incentivo de custeio hospitalar IHOSP, repassado aos hospitais pelo Governo Estadual. O IHOSP foi criado após a Emenda 29 que obriga os Estados a aplicarem 12% da receita líquida de impostos e transferências na saúde.

Há 15 meses, o HNSO deixou de receber cerca de R$ 185 mil mensais, valor que contribuía para amenizar o déficit ocasionado pela baixa remuneração da tabela SUS. O HNSO, juntamente com outros 244 hospitais no Rio Grande do Sul – beneficentes, religiosos e filantrópicos – buscou dialogar com o Governo do Estado através da Federação das Santas Casas. As tratativas não surtiram efeito e não há previsão de retorno do pagamento do incentivo IHOSP. O cenário desanima os gestores e os obriga a tomar atitudes drásticas para solucionar o problema. Em todo o Estado, mais de 4mil funcionários da saúde já foram demitidos e unidades de atendimento estão sendo fechadas.

Na última semana, o Diretor-Administrativo do HNSO, Edson Izolan e a Diretora-Presidente Adelide Canci, estiveram reunidos com o Prefeito de Vacaria, Elói Poltronieri e com o Secretário Municipal de Saúde, Adir Reinado, apresentando a situação do hospital. “Há mais de um ano, alertamos para o déficit gerado pela suspensão do IHOSP. Como o Município de Vacaria é tomador da gestão plena, compartilhamos com os gestores municipais a nossa preocupação. Aguardamos uma resposta dos gestores de Vacaria e também dos Municípios parceiros para então decidirmos que medidas adotarmos. Caso não haja aporte de recursos, o fechamento da UTI e a suspenção de atendimentos serão debatidos coletivamente” disse Izolan.

A UTI do HNSO possui 10 leitos adulto e acolhe pacientes de toda a região. A Unidade é fundamental na recuperação de pacientes que passam por procedimentos complexos e também no atendimento aqueles em situação de urgência e emergência. “Temos cumprido com todas as nossas obrigações, utilizamos, inclusive, recursos da Mantenedora para não suspendermos os atendimentos, mas a situação tornou-se insustentável” argumenta Izolan.

 

Crédito: Giana Pontalti/Assessora de Comunicação HNSO

 

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