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Gigante adolescente quer resgatar o vôlei cubano e ser o melhor jogador do mundo

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Ele tem apenas 16 anos, mas, no alto dos seus 2,05m, já sabe exatamente o que quer: ser o melhor do mundo e conquistar uma medalha olímpica. Wilfredo Leon, a grande esperança de Cuba para voltar aos tempos de glória no vôlei, pretende chegar nas Olimpíadas de Londres-2012 no seu auge. Mas, se o ouro vier no Rio, nos Jogos de 2016, melhor ainda. Participando da Copa dos Campeões no Japão, onde tem sido muito assediado pelos torcedores locais, ele disse que seria uma honra triunfar na casa dos brasileiros. De preferência, a vitória sendo em cima dos anfitriões.

– Cuba e Brasil sempre tiveram uma rivalidade muito grande. Conquistar uma medalha na casa do nosso grande adversário seria maravilhoso. Quero ser igual ao Joel Despagne, que deu muito trabalho aos brasileiros. E, no que depender de mim, vou dar mais trabalho ainda – garantiu ele, com um sorriso de garoto.

Leon tem em Joel Despagne, craque da década de 90, um grande exemplo. Em um dos poucos encontros com seu ídolo, ele recebeu dois conselhos importantes. Foi orientado a receber melhor e bloquear mais.

– O meu ataque ele disse que é muito bom, que é só manter o nível.

O “mamute”, apelido dado aos cubanos pela comissão técnica do Brasil, tem a ajuda de Orlando Samuels, técnico da década de 90 – época da melhor geração de Cuba -, para acertar a recepção e o bloqueio. Segundo o treinador, Leon tem tudo para ser o melhor jogador do mundo. E deu prazo para isso: dois anos, tempo que gigante de 16 anos concorda.

– Estou trabalhando forte para chegar ao topo. Realmente acredito que, em dois anos, posso ser o melhor do mundo e, quem sabe, trazer de volta os áureos tempos do vôlei em Cuba – disse ele, com confiança de homem.

A postura de gente grande permanece quando o assunto é pressão. Leon diz que sabe a responsabilidade que tem, já que todas as atenções em Cuba estão voltadas para ele. No entanto, conta que lida com a pressão como um adolescente.

– Sou muito novo ainda, não tem como agir diferente. Trabalho normal, como qualquer adolescente faria, e as coisas acontecem. A única diferença é a minha dedicação, que é total.

Leon também tenta levar a vida como qualquer outro cubano. Cursando o segundo ano colegial, ele namora há dois anos. Lê sobre a política local, assunto que lhe interessa, e sai para dançar em discotecas nos dias de folga. Nas férias, vai de Havana para Santiago, onde moram seus pais.

O cubano diz que tem tudo o que precisa na vida. E se, a longo prazo, o sonho é com a medalha olímpica, seu desejo imediato é outro.

– Queria poder comprar um carro para ter mais liberdade.

 

Crédito: Globo

 

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