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Fluminense luta até o fim, mas título fica novamente com a LDU

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A festa foi, novamente, da LDU. Pelo segundo ano consecutivo, o time equatoriano comemorou um título sul-americano no Maracanã. Mas o Fluminense deixou o gramado de cabeça em pé, aplaudido pela torcida e aos gritos de “time de guerreiros”. O Tricolor lutou, correu, batalhou até o fim. E quase conseguiu mais um “milagre”.

A vitória por 3 a 0, gols de Diguinho, Fred e Gum, não foi suficiente. Faltou um gol. Como a LDU venceu por 5 a 1 a primeira partida, a equipe equatoriana ficou com a taça. Após a partida, os jogadores tricolores deram as mãos e foram até o meio-campo agradecer o apoio dos torcedores.

A LDU terminou a partida com nove jogadores e o Fluminense teve o ídolo Fred expulso por reclamação no segundo tempo. Agora, o Tricolor se prepara para a última batalha da temporada. No domingo, o time enfrenta o Coritiba, no Couto Pereira, para fugir do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Antes de a partida começar uma linda festa no Maracanã. A torcida tricolor fez um belo mosaico com a frase “Eles têm altitude, vocês têm a gente”. Sinalizadores verde e vermelho surgiram quando os jogadores entraram em campo. Junto deles uma faixa agradecendo o apoio dos tricolores: “Obrigado torcida tricolor. Por vocês vamos lutar até o fim”.

O time entrou em campo com uma surpresa. Apesar de o técnico Cuca ter liberado a escalação oficial com a presença do zagueiro Cássio para enganar o adversário, o time titular tinha Adeílson no ataque. A Conmebol pode multar o clube por isso.

Com Adeílson, o Fluminense ficava mais ofensivo. Deixava o 3-5-2 e passava a atuar no 4-3-3, com o atacante aberto pela esquerda e Alan pela direita. Fred ficava mais centralizado na área.

Empurrado pela torcida, o Fluminense começou a partida pressionando. Diogo arriscou o chute, mas a bola foi para fora. Depois Fred recebeu um bom passe, mas o árbitro parou o jogo marcando um impedimento que não existiu.

Mas aos 13 minutos, Diguinho fez o primeiro gol tricolor e o Maracanã explodiu de euforia. O meia arrancou e chutou da entrada da área. A bola desviou em Araujo e enganou o goleiro Alexander Dominguez, que não teve tempo de reagir e tentar a defesa. Fluminense 1 a 0.

Para esfriar a partida, a LDU utilizava um expediente nada esportivo. Os jogadores desmontavam em campo e pediam atendimento médico a todo instante. O goleiro Dominguez fez isso duas vezes nos primeiros 15 minutos.

A situação tricolor melhorou aos 17 minutos quando Ulises De la Cruz fez falta violenta em Diguinho no meio-campo. O árbitro paraguaio Carlos Amarilla não pensou duas vezes e expulsou direto o jogador da LDU. Enquanto os jogadores da equipe equatoriana reclamavam com o juiz, Fred ia até a lateral do campo e pedia mais apoio da torcida. Já o técnico Cuca se preocupou de pedir calma ao zagueiro Gum, que já tinha recebido cartão amarelo em um lance muito parecido.

Com um jogador a menos, a LDU se fechou completamente e abriu mão de atacar. O técnico Jorge Fossati tirou o atacante Calderón e recompôs o meio-campo com a entrada de Pedro Larrea. O time equatoriano passou a deixar apenas Bieler na frente e se defendia com nove jogadores atrás da linha da bola.

O Fluminense passou a ter, então, muitas dificuldades para furar o bloqueio equatoriano. O time insistia em bolas cruzadas para a área, que eram sempre cortadas pelos zagueiros. A torcida tricolor ainda tentava atrapalhar o goleiro Dominguez mirando um laser contra o seu rosto.

Os chutes da intermediária não tinham direção. Quando a equipe se acalmou e esqueceu um pouco a ansiedade voltou a criar boas oportunidades. Aos 31 minutos, o árbitro Carlos Amarilla anulou o segundo gol de Diguinho seguindo a marcação do auxiliar Emigdio Ruiz. O meia havia feito de cabeça após o cruzamento de Mariano. Mas ele realmente estava adiantado, em posição de impedimento.

Aos 40 minutos, Fred teve uma chance de ouro. O atacante recebeu na área e chutou rasteiro de virada. A bola ia entrar no canto esquerdo, mas o goleiro Dominguez se esticou todo e conseguiu evitar o gol. Mas na segunda oportunidade, o artilheiro não perdoou. Após ótimo passe de Alan, Fred entrou livre na área e deu um toque sutil na saída do goleiro equatoriano. Fluminense 2 a 0 aos 43 minutos. E a esperança da torcida aumentava.

Veio o intervalo e os jogadores tricolores não desceram para o vestiário. Ficaram reunidos no banco de reservas escutando as orientações do técnico Cuca. Assim, eles também sentiam o apoio da torcida, que não parava de gritar “guerreiros, guerreiros… time de guerreiros”.

Junto com o segundo tempo veio a chuva, que molhou o gramado e aliviou um pouco o calor no Rio de Janeiro. O Fluminense não mudou. E logo com 30 segundos, a primeira chance de fazer o terceiro. Mariano cruzou pela direita, o goleiro Dominguez se enrolou com a bola molhada e, na sobra, Alan chutou pela rede do lado de fora.

Logo depois, Larrea tocou com a mão na bola dentro da área. O árbitro não marcou o pênalti a favor do Fluminense. Mas deu cartão amarelo para o goleiro Dominguez por cera na reposição de bola. Aos seis minutos, Fred cobrou falta da intermediária com violência, mas o goleiro equatoriano defendeu firme, sem rebote.

Aos 12 minutos, Cuca tirou Adeílson e colocou Ruy no meio-campo. E no primeiro lance, ele quase marcou o terceiro gol. Mas a cabeçada bateu no pe da trave direita de Dominguez.

O tempo passava e aumentava o nervosismo tricolor. E também a cera equatoriana a cada oportunidade. Faltavam dois gols e as oportunidades eram cada vez mais raras. Em uma delas, Conca pecou pelo preciosismo. Livre na entrada da área, o meia tentou colocar a bola em vez de soltar uma bomba. E o chute foi fraco, no centro do gol, para fácil defesa de Dominguez.

Aos 22 minutos, Raphael entrou no lugar de Diogo. O Fluminense melhorou. Após sobra na área, Conca soltou a bomba e o goleiro Dominguez fez uma defesa espetacular. Mas na cobrança de escanteio não teve jeito. Mariano jogou a bola para a área e o zagueiro-artilheiro Gum cabeceou para fazer o terceiro gol tricolor. O relógio marcava 27 minutos. O Maracanã tremeu.

Eufórica, a torcida tricolor passou a empurar o time. Mas aí um lance infantil de Fred esfriou o clima. O ídolo tricolor perdeu a cabeça após a marcação de uma falta boba na lateral do campo, reclamou muito com o árbitro Carlos Amarilla e quase lhe deu uma cabeçada. Resultado, acabou expulso. E saiu reclamando e gesticulando bastante.

Bateu então o desespero no Fluminense. E a LDU teve a chance de matar a partida. Reasco recebeu totalmente livre na cara do gol. Mas o meia tentou dar um toque de categoria por cima do goleiro Rafael, que se esticou todo e fez a defesa para o alívio do torcedor.

A esperança tricolor voltou quando Jairo Campos segurou Diguinho e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso. Restavam 11 minutos para o Fluminense tentar o quarto gol e levar a partida para a prorrogação. A torcida até que empurrou, mas o time não conseguiu furar o bloqueio da LDU.

Aos 49 minutos, no desespero, o goleiro Rafael foi para a área tentar o gol em uma cobrança de falta. Mas não deu certo. O título ficou com a LDU. Após o apito final, os jogadores tricolores cercaram o árbitro Carlos Amarilla para reclamar. O paraguaio não coibiu a cera da equipe equatoriana durante toda a partida.

 

Crédito: Globo

 

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