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Flamengo despacha o Brasília e encerra temporada gloriosa com o título do NBB

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Não foram poucos os problemas que bombardearam o Flamengo ao longo do caminho: salários atrasados, conflitos políticos no clube e dificuldades até para conseguir um teto. A resposta é que sempre foi uma só: a bola. Para fechar de forma gloriosa uma temporada marcada pela superação, o Rubro-Negro derrotou o Brasília na manhã deste domingo, por 76 a 68, e levantou a taça do Novo Basquete Brasil diante de quase 16 mil torcedores apaixonados.

O título do NBB é o ponto de exclamação em uma trajetória que inclui ainda o Estadual do Rio e a Liga Sul-Americana, conquistada em março, no auge da crise financeira. Ao longo da estrada, os percalços foram driblados dentro e fora da quadra. Com os salários de volta ao ritmo normal, a equipe celebra também o sucesso do novo lar, a Arena da Barra, que vivenciou neste domingo uma euforia como não se via desde 2007, nos Jogos Pan-Americanos.

O personagem que une o Pan e o NBB é Marcelinho Machado, que estava no ginásio há dois anos, pela seleção, e agora embolsa o segundo título nacional seguido com a camisa do Flamengo. Cestinha do campeonato, ele é o símbolo de um elenco reforçado por Baby e Jefferson, que se uniram este ano a Hélio, Duda, Fred, Coloneze, Wagner, Fernando Mineiro e outros nomes liderados pelo técnico Paulo Chupeta.

A exemplo do que aconteceu várias vezes durante o ano, Marcelinho foi o cestinha do jogo 5, com 27 pontos. Jefferson anotou 16, e Duda, 15. Pelo lado do Brasília, o reserva Diego comandou o ataque com 21 pontos. Valtinho marcou 15, e Alex contribuiu com 14.

A partida começou com o Brasília errando muito e o Flamengo abrindo 4 a 0. Com dois minutos de ação, o tumulto. Cipriano fez falta em Marcelinho, e Baby foi tomar as dores do companheiro. O empurra-empurra quase descambou para a pancadaria, e a arbitragem teve muito trabalho.

Cipriano e Baby foram expulsos (confira no vídeo), mas demoraram quase 15 minutos para deixar a quadra. Após muito bate-boca entre jogadores, árbitros e técnicos, a partida recomeçou, e aí foi a torcida que tratou de incendiar o ginásio, festejando a cesta de três de Jefferson, que abriu 7 a 0 para o Rubro-Negro.

Quando parecia que o Fla ia deslanchar, Valtinho botou a bola embaixo do braço e comandou a reação dos visitantes. Entre cestas e passes do armador, o Brasília empatou o placar e equilibrou as ações até o fim do primeiro quarto, que acabou em 19 a 17 para o time da casa.

No segundo período, o Flamengo voltou melhor e novamente emplacou uma sequência de 7 a 0, até Diego descontar com uma cesta de três. Sem a marcação de Alex, que já tinha três faltas, Marcelinho brilhou. Comandado pelo ala, o Rubro-Negro chegou a abrir 11 pontos, mas foi para o intervalo perdendo por seis.

Na volta do vestiário, os visitantes apertaram o placar, impulsionados pelos chutes certeiros de Diego. Alex cometeu sua quarta falta, mas Lula Ferreira o manteve em quadra, mesmo pendurado. A vantagem do Fla subiu de novo para seis com uma cesta de Marcelinho, que tinha feito 18 pontos no primeiro tempo, mas levou nove minutos para marcar no terceiro quarto. Na virada para o último período, o placar era de 57 a 51.

Apesar de Rocky Balboa na trilha sonora da Arena, os ânimos já tinham se acalmado àquela altura. Voltaram a ficar à flor da pele na reta final, quando Fred e Alex quase partiram para a briga. O Flamengo teve dificuldades para abrir vantagem até os últimos minutos. Empurrado pela torcida, que cantava sem parar, a equipe da casa controlou o placar e garantiu o título. Domingo de festa em vermelho e preto no Rio de Janeiro.

 

Crédito: Globo

 

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