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Exportações do RS registram queda de 7,3% no primeiro semestre

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O volume exportado pelo Rio Grande do Sul nos primeiros seis meses deste ano sofreu uma redução de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o levantamento semestral apresentado pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), na manhã desta quarta-feira (18), o índice está abaixo do nível nacional, que teve aumento de 0,2%. O valor total exportado pelo Estado foi de US$ 8,5 bilhões, registrando decréscimo de US$ 746,2 milhões na comparação com o primeiro semestre de 2012 (-8,1%).

Para o pesquisador do Núcleo de Indicadores Conjunturais da FEE, Bruno Breyer Caldas, os efeitos da estiagem, as medidas protecionistas impostas pela Argentina e o embargo da Rússia à carne suína gaúcha foram as principais causas que determinaram essa retração. “O protecionismo argentino reduziu fundamentalmente as exportações de máquinas e equipamentos agrícolas, calçados e veículos automotores, reboques e carrocerias. Já a estiagem ocasionou uma quebra na safra da soja, reduzindo o envio do grão para a China”, explicou.

Os artigos que sofreram maior desaceleração estão relacionados à indústria de transformação, como calçados e alimentos (-5,9% no valor e -6,6% em volume), e os produtos agropecuários (-18,4% no valor e -12,4% em volume exportado). “O lado positivo é que a queda nos índices da indústria de transformação foi menor do que a registrada no Brasil”, destacou o pesquisador, ao ressaltar que ela se deve à redução na demanda internacional.

Apesar disso, outros setores obtiveram resultados positivos, a exemplo dos automóveis, arroz, trigo e maçãs. “Esses produtos tinham um baixo nível de expressão na pauta de exportações gaúchas mas, mesmo assim, foram capazes de ter um desempenho positivo”. A principal cultura de inverno gaúcha teve aumento de 184% no último mês, entretanto registrou queda no acumulado do ano devido à competição internacional. O arroz cresceu 75%. “O trigo não era um produto exportado e o fato de ter sido comercializado no ano passado, e neste ano, é um ponto positivo. Já o arroz obteve grande crescimento graças ao prêmio de escoamento de produto oferecido aos produtores pelo Governo Federal”.

O presidente da FEE, Adalmir Marquetti, ressaltou o aparecimento de novos mercados para as exportações gaúchas, como Emirados Árabes Unidos (trigo), Nigéria (arroz) e Índia (óleo de soja). “Estes países registram crescimento econômico e populacional. Por isso, o estabelecimento de relações com estes novos mercados é um aspecto muito importante “.

Com o desempenho registrado entre janeiro e junho deste ano, o Rio Grande do Sul ocupa agora o quinto lugar entre os maiores estados exportadores do País, com uma participação de 7,26% no total brasileiro. China, Argentina e Estados Unidos continuam sendo os principais destinos dos produtos gaúchos.

 

Crédito: Redação Secom

 

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