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Ex-carrancudo, vocalista do Oasis vive fase família; veja a entrevista

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Quem conhece a história do Oasis ou simplesmente acompanhou a música durante os anos 90 sabe o que chamava a atenção ao grupo britânico além dos hits: as brigas. Declarações polêmicas, alfinetadas entre os irmãos Liam e Noel Gallagher, pancadarias em clubes europeus e por aí vai. Quinze anos depois do CD de estréia Definitely Maybe, o vocalista Liam, hoje pai de três filhos – Lennon, Gene e Molly – deixa a fama de carrancudo de lado e confirma sua fase mais família.”Sinto saudades dos meus filhos, não consigo fazer essas turnês por mais de um mês”, disse em entrevista ao Terra.

Vestindo uma camisa azul da Seleção Brasileira, Liam recebeu a reportagem do Terra no hotel em que está hospedado em São Paulo durante a passagem da turnê pela capital paulista. De bom humor, o vocalista confirma a fama de não ser nada humilde: “Vamos começar a entrevista, eu gosto de falar de mim mesmo”.

Se por um lado Liam mostra que a turnê do Oasis é só alegria e que as brigas com Noel são passado, o tempo fecha quando o assunto é a imprensa britânica e os novos grupos do Reino Unido. “Essas bandas usam a imprensa demais. Quando estávamos lá embaixo, havia um distanciamento correto. No meu mundo isso se chama ‘trapacear’. Abraçar o inimigo”, afirmou.

Confira a entrevista:
Como foi o show no Rio de Janeiro e esta passagem pelo Brasil? Cansado de responder as mesmas perguntas?
Na verdade não. Eu gosto de falar de mim mesmo e do Oasis. O show foi realmente incrível, de verdade.

Nesta turnê vocês tocaram em outros países da América do Sul. Como você vê a resposta dos fãs aqui? É diferente da Europa?
É muito diferente. Com certeza é um dos melhores públicos no mundo inteiro. Gosto de tocar na Inglaterra, Japão e alguns lugares, mas aqui realmente é diferente.

E a imprensa britânica? O que acha dela?
Na Inglaterra tem sido assim ultimamente. Um inferno cheio de celebridades. Quando eu tinha meus vinte e poucos anos eu me preocupava, algumas coisas me irritavam e outras me chateavam. Hoje em dia eu não ligo. Já superei isso, eles podem escrever o que quiserem de mim, o que importa são os fãs.

Dig Out Your Soul teve ótimas resenhas da mídia britânica. Vocês e os jornalistas fizeram as pazes?
Eu realmente não ligo. Óbvio que fico feliz, mas não levo essas resenhas em consideração. Os fãs do Oasis vão comprar os CDs de qualquer jeito. Não importa o que escrevam sobre o álbum, afinal, o que eles sabem de música? Se soubessem algo de música eles estariam fazendo música, certo?

Com três filhos e mais idade nas costas, o que muda para você ao estar na estrada com a banda?
Eu sinto saudade deles, não tem como fazer uma turnê que dure mais de um mês porque você começa a surtar, sabe? Por outro lado, o que mais eu posso fazer? Isso é o que tenho que fazer, este é o meu destino. Claro que gostaria de passar mais tempo com eles, mas o que vou fazer?

Fãs do Oasis sempre se preocupam achando que uma briga entre os irmãos Gallagher pode por fim na banda. Qual é a chance disso acontecer?
Não há mais brigas. Nós simplesmente não nos falamos. Eu fico no meu canto e ele fica no quarto dele fazendo sei lá o que, resmungando.

Você se preocupa com o futuro do Oasis?
Eu não. Se ninguém quiser tocar mais, problema deles, será assim. Não vou forçar ninguém a nada. Eu certamente estarei com o Oasis. Se quiserem fazer carreira solo, ser um daqueles caras que querem ter seus egos afagados com elogios ‘sim, sim, sim você é ótimo’, azar o deles.

Você vê o Oasis tocando daqui 10 ou 20 anos?
Eu gosto de pensar que sim. Eu amo o Oasis.

O Cachorro Grande está abrindo os shows de vocês aqui. Como conheceram eles? Gostaram do som?
Para falar a verdade, nunca havia ouvido falar deles. Mas eu gostei do som, gostei mesmo deles. É bem rock n roll, meio Rolling Stones, foi uma boa escolha.

Temos uma cena roqueira forte no Brasil. O que acha desta nova geração de bandas do Reino Unido? Kaiser Chiefs, Bloc Party…
Gosto do Kasabian, são os únicos que eu aposto e os enxergo como uma grande banda. Odeio o Kaiser Chiefs e essa imagem pomposa deles.

Imagem na imprensa, você diz?
Vou te falar uma coisa, essas bandas usam a imprensa demais. Quando estávamos lá embaixo, havia um distanciamento correto. No meu mundo isso se chama ‘trapacear’. Abraçar o inimigo.

E o futebol brasileiro? Robinho e Elano têm feito um bom trabalho no time que você torce, o Manchester City?
Futebol no Brasil é incrível. Robinho e Elano estão bem. Mas acho demais os garotos jogando futebol na praia de dia, tarde e noite. Gosto muito dos jogadores brasileiros, acho que outros poderiam jogar no Manchester. Não sei quem poderia, mas com certeza seria bom.

O que você acha das pessoas que baixam música na internet?
É do jeito que é e pronto. Não há nada que possamos fazer. O que podemos fazer? Se as pessoas querem fazer isso, paciência.

 

Crédito: Terra

 

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