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Estreia de Marta no futebol feminino dos EUA empolga os americanos

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Sou louco por Marta!”. Este era o cartaz mais visto na tarde de domingo no Home Depot Center, a casa do Chivas USA e do LA Galaxy, de David Beckham. Só que o astro inglês, que voltará do Milan em junho, terá de dividir a casa com uma nova dona. Ao menos os painéis com fotos gigantes de Marta na entrada do estádio, palco da estreia da brasileira com a camisa do Los Angeles Sol, mostram isso.

– Eu não esperava tanta gente. Me disseram que não viriam mais do que dez mil torcedores, mas ficou bem cheio – afirmou Marta, que liderou o seu time na vitória de 2 a 0 sobre o Washington Freedom. Para ser exato, 14.832 torcedores pagaram entre U$S 20 e U$S 100 por um lugar no estádio. Um jornalista local garantia que a média dos jogos dos homens é de cinco mil torcedores.

Se alguém dissesse que se tratava de mais um jogo da seleção brasileira não seria difícil acreditar. Camisas amarelas, batucada, e claro, brasileiros. Dezenas deles. Mas os gringos também se renderam. Emily Falco viajou mais de três horas de avião de Chicago a Los Angeles para ver de perto a melhor jogadora de todos os tempos”, segundo a torcedora.

No país onde futebol é de fato coisa de menina (hoje elas eram a maioria absoluta nas arquibancadas), Marta não poderia estar em melhor companhia. Mia Hamm, a “Pelé” dos gramados americanos deu o pontapé inicial no jogo inaugural da Women Pro Soccer, a nova liga profissional feminina de futebol que começa com sete times. Jogadoras de dez países têm a missão de fazer com que a nova liga supere o fracasso da antiga WUSA, (Women´s Unites States Association), que em 2001 investiu quase U$S 100 milhões e durou apenas três temporadas. Isso no país que é o atual bicampeão olímpico.

– Aqui temos estrutura, grandes jogadoras e gente que gosta do futebol feminino. Tem tudo pra dar certo – garantiu Marta.

O primeiro gol saiu aos cinco minutos com a zagueira Alisson Falk. Ela completou de cabeça o cruzamento na área da japonesa Aya Miyama. A cada pedalada e toque de calcanhar Marta animava a torcida. Mas o jogo ficou duro para as donas da casa. depois de cinco anos no futebol sueco, nesta estreia Marta não teve sequer uma chance clara de gol. Aos 42 do segundo tempo, depois de uma ótima assistência da brasileira, a francesa Camille Abily fez o segundo gol do Sol.

– Faltou o meu golzinho, mas o importante é que a gente venceu – observou a melhor jogadora do mundo segundo a Fifa.

Pelo jeito, mais importante que um golzinho, será a consolidação da nova liga. Ao menos na primeira rodada algo já ficou claro: esqueçam Kaká e Ronaldinho, aqui o nome brasileiro mais famoso é o de Marta. No próximo domingo, o programa Esporte Espetacular mostra uma matéria exclusiva com a craque Marta nos EUA.

 

Crédito: Globo

 

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